Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Artigos Atualizada em 25 MAR 2019 - 17H22

Maria é nosso modelo e guia no discipulado

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A invocação a Maria vem desde os primeiros tempos da fé cristã. Mas, é venerada não por ser ela, e sim devido à sua ligação profunda com Cristo e a Igreja.

O Concílio Vaticano II (1962-1965) deixou-nos uma orientação preciosa: considerar o culto mariano no quadro da história de nossa salvação. Ver a missão da Virgem Mãe na economia da salvação ou no projeto salvador da Trindade divina. Por isso, o primeiro documento do Concílio Vaticano II (Luz dos Povos) termina com uma profunda explanação sobre: “A bem-aventurada Virgem Maria no mistério de Cristo e da Igreja”.

Só entenderemos o culto mariano em relação aos mistérios de Cristo, do Espírito Santo e da Igreja. Ora, em todos os séculos e, em especial, nos dias de hoje, a Virgem Maria é a referência do discipulado, ou seja: aquele encontro pessoal e o consequente seguimento a Jesus Cristo. O discípulo missionário vai com Ele pelo caminho da vida, professando a fé nele e pondo em prática o Evangelho. Identifica-se com sua maneira de ser, de relacionar-se com os outros, com o mundo e seus desafios. Há uma só fé, um só horizonte na opção de viver como Jesus Cristo. É Ele mesmo: nosso caminho, nossa verdade, nossa vida.

Qualquer reflexão sobre a prática do discipulado cai de imediato na pessoa de Nossa Senhora e no seu papel na missão de Jesus. Ela é chamada discípula-modelo; a mais perfeita do Cristo. Relacionada com a Igreja, Maria é vista como a guia, a mestra do discipulado. Quem segue Jesus e forma no mundo a Igreja precisa ter presente a qualidade de fé vivida por Nossa Senhora nas situações comuns da vida.

O quadro familiar e humano da pessoa de Maria, não pode ficar distante de nosso amor e carinho com ela. Ela foi mãe, cuidou do lar, cuidou de Jesus e de José, relacionou-se com os familiares e vizinhos. (Bodas de Caná é um exemplo). Compartilhou os ideais de justiça, as esperanças dos mais pobres. Foi uma jovem mulher do seu tempo, unida a seu povo e profundamente sintonizada com o querer de Deus.

Inspirar-nos em Maria no caminho do discipulado nos ajudará mais e mais no crescimento espiritual, na formação e sabedoria do que é realmente agradável a Deus. Seremos fiéis ao ensino cristão, à doutrina da Igreja, à moral do Evangelho em meio a tantas ideias, opiniões, desafios e problemas.

Hoje o discípulo (a) de Jesus só põe a salvo a sua fé nele se tiver uma ligação intensa, forte, ativa com a comunidade: a da paróquia, da capela de bairro, do grupo de oração. O contexto sociocultural está aí desafiando o discipulado cristão. Quanto mais bem orientada e sólida a devoção a Nossa Senhora, quanto menos alheia às aparições ou coisas sentimentais, tanto mais fiéis seremos no seguimento de Jesus Cristo.

 

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