Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Artigos Atualizada em 25 MAR 2019 - 17H23

Maria, protetora da vida

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Nosso tempo é de novidades e progressos. A ciência orgulha-se de seus avanços e novas possibilidades. Sente-se como que uma explosão de vida: no consumismo, na busca desenfreada de emoções diferentes, na amplitude quase instantânea das comunicações por fax, computadores, Internet, satélites. Mas a vida em si mesma é cada vez mais ameaçada, desrespeitada e violada. No horizonte aparentemente luminoso de todo esse progresso, cresce ameaçadora uma nuvem sombria. É a “cultura da morte”: violência, terrorismo, sequestros, atentados à bomba, acidentes em larga escala. E também a decadência dos valores éticos: pornografia, corrupção política, injustiças sociais. No Brasil, surge mais um sintoma da “cultura da morte”: a legalização do aborto. A perda do sentido ético da existência legaliza a morte já antes da vida nascer!

O contexto social nos angustia mas nós celebramos a esperança da vida invocando Maria a protetora da vida em toda a sua plenitude. O primeiro dado histórico do Evangelho é a sua gravidez virginal. O Espírito Santo gerou nela o Filho do Altíssimo! Então, a vida infinita transmudou-se do seio eterno para o seio virginal da “Nova Eva”. O verbo se fez carne. A carne, o ser humano, antes corrompido, foi purificado e revitalizado! Os pobres puderam sorrir. Os marginalizados foram reintegrados. Os cegos viram, os surdos ouviram, os mudos falaram, os paralíticos andaram. Deu-se na história uma explosão de vida feliz com o fruto das entranhas de Maria. A morte foi vencida. O ferrão da morte, o pecado, foi quebrado (1Cor 15,55).

Maria era virgem por opção! Escolhera ser estéril por amor total ao Senhor da vida. Nisso contrariamos o imaginário ideal das donzelas do seu tempo. Qual delas não sonharia casar-se para ter o Messias tão esperado em descendência direta? A estéril por opção foi escolhida para ser a “Mulher Nova”.

 

Maria criou, cuidou e educou Jesus.

Não consta que a humilde esposa de um carpinteiro tivesse recursos para deixar a seu filho, Jesus. Ele uma vez preveniu a uma pessoa rica – um doutor da lei – que desejava segui-lo: “As raposas têm sua toca e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça” (Mt 8,20). Apesar da pobreza, Maria criou, cuidou e educou Jesus. Na mais tenra idade, ela o protegeu do cruel Herodes, para o qual valiam mais as mordomias do poder e os interesses políticos do que a vida dos inocentes. Este é um episódio profético: a mãe salvou a vida do Filho Jesus, mas a política da corte real gerou a “cultura da morte” com a matança dos inocentes de Belém e arredores.

Hoje a Igreja Católica, inspirada em Maria – a protetora da vida- torna-se a única “mãe” dos excluídos. E quer proteger e salvar a vida do nascituro, do feto indefeso mas ser vivo! Eles, aos milhões, estão entregues à sanha impiedosa dos novos “Herodes” abortistas assassinos dos que, sem nascer, já são sem vez e sem voz! Bem abrigados à sombra dos altos salários no Legislativo e Judiciário, brandindo a espada injusta das leis que eles mesmos fazem, querem repetir sem nenhum escrúpulo ético a matança dos inocentes! Herodes tinha soldados. Eles têm a força da mídia escrita, falada e televisada. Manipulam a opinião pública já deteriorada pelas sequelas da “cultura de morte”. Muitas vezes, salvam interesses de poderosos grupos de influência, preservam seu próprio lucro e sua gorda fatia no bolo social… sempre marginalizando, sufocando, sugando vidas humanas. A dos trabalhadores, a dos sem-terra e sem-teto, a dos índios, enfim, a dos pobres e excluídos.

No Santuário de Aparecida os peregrinos olham com fé para a imagem que veio do fundo da rede vazia dos três pescadores pobres. Ela veio e as redes se encheram de peixes… de comida… de alegria de viver… de festa sem fim. Esta mesma imagem continua fazendo sorrir milhões de peregrinos que vêm buscar: conforto, esperanças, graças e levam – no coração – a vida abundante do Filho Jesus. É a Mãe Aparecida que os devolve para o trabalho, para a família, e para a mesa da vida… como a palavra do casamento de Caná: “Fazei tudo o que Jesus vos disser!

 

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