Por Evaldo Silva Giulianett Em Artigos

Nossa Senhora Aparecida

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Deus fala através dos acontecimentos, e uma vez percebida uma mensagem Divina, muitas vezes, faz se prudente analisá-la nos detalhes imperceptíveis à primeira vista, para uma compreensão perfeita do que tem a nos dizer.

Se das águas do rio Paraíba foi retirada uma imagem quebrada, certo é que para lá havia sido lançada. A rede trouxe o que foi desprezado. Se faltou piedade a quem a lançou, tal foi encontrada em quem de lá a retirou. Quão triste atitude deste que desprezando a imagem da Santíssima Virgem a faz submergir em águas profundas, aquela que é digna de respeito e louvor, mas bem disse nosso mestre aos que procuram trocar o louvor pelo silêncio “Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!”. Pois bem, assim se fez, desses pedaços de barro levantou um clamor cujo eco resoa até nossos dias. Não seria este fato a reprodução do Evangelho de Lucas ? Não seriam estas pedras sinal para atrair multidões tomadas de alegria para louvar a Deus em altas vozes, por todas as maravilhas que o Senhor fez através da Santíssima Virgem Maria que nos trouxe aquele que dizemos: “Bendito o rei que vem em nome do Senhor”! Paz no céu e gloria no mais alto dos céus!? (Lc 19,40)

 

“Vinde após mim e vos farei pescadores de homens.”

Esse Evangelista Divino mantém sempre o mesmo “estilo”. Provoca contradições (Lc 2,34). Se manifesta através da Mãe Santíssima, (Gl 4,4-5) utiliza a mesma linguagem e didática, substitui a tinta e o papel por pessoas simples. “imprimirei as minhas leis no seu espírito e as gravarei no seu coração.” (Hb 8,10). Seu instrumento preferido parece ser pescadores, tanto nas águas da Galiléia como nas do Paraíba as redes foram lançadas em busca de peixes, mas a didática do mestre não é ensinar pescadores pegar peixe, mas homens. “Vinde após mim e vos farei pescadores de homens.” Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram. (Mt 4,19) Hoje não são peixes que são arrastados para terra, mas homens que enchem o Santuário para louvar e agradecer ao Senhor através daquela que nos leva a Ele.

Percebo que esse Escritor Divino não costuma fazer o “prefácio” de seus Evangelhos. Pois bem, a própria história só teve contato com Jesus Nazareno, quando teve necessidade de explicar o motivo da perseguição aos cristãos. A história só tomou conhecimento desse grande Rei, quando os grandes da Terra tentaram entrar onde Ele exerce o seu domínio, no coração do homem. Ao dar início à perseguição contra os cristãos, o mundo e os historiadores passam a querer entender o que fazia homens e mulheres darem suas vidas com uma liberalidade e demonstração de coragem e força nunca antes vistas. O primeiro documento escrito do Novo Testamento foi a carta de São Paulo aos Tessalonicenses aproximadamente 50 anos depois que tudo aconteceu. O mesmo se dá na aparição da imagem de Aparecida. O fato ocorreu entre os dias 16 e 17 de outubro de 1717 sendo o primeiro relato escrito somente em 1745 pelos Jesuítas, portanto, 28 anos para se registrarem os fatos.

Essa ausência de “prefácio” faz surgir dúvidas da veracidade dos fatos. Proposital? Quem sabe? A resposta a essas dúvidas aos que vêm até o Santuário, pode bem ser dada pelo próprio Senhor: “Ide e contai: Os enfermos são curados e o Evangelho é anunciado aos pobres”. (Mt 11,4).

O que foi retirado das águas são pedaços de barro a mostrar que como pedras, não tem vida e valor, pode inclusive ser despedaçada como de fato o foi e ai da imagem se não fosse as habilidades de uma perita, para desta forma atestar que a força e o poder que cura  e arrasta multidões está no Senhor. Assim como não é a habilidade em lançar as redes que a enchem, mas a Palavra de Deus, da mesma forma o que enche o Santuário não são as habilidades humanas, seja o barro esculpido ou a eloquência na oratória mas o poder daquele que diz: “Lançai as redes”. (Jo 21,6)

Como cristãos devemos unir e cooperarmos para apresentar esse evangelho na sua forma mais fiel possível aos homens em obediência à ordem do Senhor: Ide e contai! Devemos portanto, ser testemunhas fiéis aos fatos e proclamar a mensagem conforme a vontade do Senhor. Aos que não aceitarem os argumentos testemunhados cabe mais uma vez o conselho de Gamaliel: “Se o projeto ou sua obra provem de homens, por si mesma se destruirá; mas se provier de Deus não podeis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus.” (At.5,38-39)

 

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