Por Ir. José Mauro Maciel, CSsR Em Artigos

Nossa Senhora das Dores em Minas Gerais

Imagem de Nossa Senhora das Dores em peregrinação pela Diocese de Guaxupé

A devoção à Nossa Senhora com o título das Dores, em Minas Gerais, tem sua origem nas primeiras povoações formadas por mineradores, brasileiros e portugueses, no alvorecer do século XVIII. Em Portugal, esta devoção remonta ao século XII.

Em Minas, a alta montanha entre Sabará (Pompéu) e Caeté, desde 1710, é conhecida como a “Serra da Piedade”. Lugar onde os devotos construíram (1716) uma capela, a qual tornou-se um Santuário frequentado, onde também se venera a maior representação do “Barroco Mineiro”, uma iconografia: Maria sentada ao pé da Cruz, com o Filho (em sua Humanidade) morto, nos braços.

A fusão das culturas católicas, hebraicas, e outras, que chegavam às Minas do Ouro aos poucos foram se sedimentando. Logicamente, tendo ligames feitos pelos primeiros missionários (beneditinos, trinitários, franciscanos, dominicanos etc), padres seculares e leigos pertencentes as Irmandades. Dentre os músicos profissionais podemos citar: Manuel Lopes de Siqueira (1661-1718), Pe. Faustino do Prado Xavier (1708-1800), Manoel Dias de Oliveira (1738-1813), Francisco Gomes da Rocha (1746-1808), José Joaquim E. Lobo de Mesquita (1746-1805).

Em Minas, a Semana Santa já ganhava grandes proporções em 1725, com procissões e celebrações solenes. Com cenários, figurantes, músicas e outros aparatos. E a grande Semana era antecedida com a “Semana das Dores”, quando, durante sete dias (de domingo à sábado), às vésperas do Domingo de Ramos encerrava-se esta Semana piedosa, em que se rezava e meditava as “Sete Dores” de Maria Santíssima, uma a cada dia, à noite, com rito próprio, motetos, súplicas, sermões e orações.

Foto de: Nome do fotógrafo

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Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores, de Aleijadinho

Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), o Aleijadinho, adequando as tradições religiosas mineiras, confeccionou diversas imagens de Nossa Senhora das Dores, com sete espadas postiças, encravadas no peito, para facilitar o ritual e a visualização dos fiéis. Pois, a cada dia e a cada “Dor” meditada, era retirada uma das espadas até completar as sete, durante aquela semana. Assim, se configurava a coparticipação de Maria na Redenção desde a “Profecia de Semeão” até colocar o corpo de Jesus “no túmulo” (Nossa Senhora a Soledade). Esta é a catequese, anunciada – celebrada – ritualizada, que tinha por intuito levar aos participantes fiéis a se interessar pela Semana Santa.

Ir. José Mauro Maciel, CSsR

Membro da Academia Marial

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