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Nossa Senhora dos Prazeres: as sete alegrias de Maria

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Escrito por Academia Marial

19 FEV 2022 - 08H30 (Atualizada em 17 SET 2026 - 15H40)

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A história de Maceió está ligada aos antigos engenhos de açúcar que se estabeleceram na região. No local onde hoje está a Praça Dom Pedro II, existia uma capela dedicada a São Gonçalo do Amarante, pertencente ao antigo Engenho Massayó. Com o crescimento do povoado, a devoção passou a ser dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres. Em 1762, Apolinário Fernandes Padilha doou terrenos para constituir o patrimônio da padroeira, e a antiga capela passou a ser dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres.

O povoado de Maceió foi desmembrado da Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul em 5 de dezembro de 1815. Em 1819, foi criada a Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres de Maceió. Com a mudança da capital da província para Maceió, em 1839, a devoção à padroeira passou a ocupar lugar ainda mais importante na vida religiosa da cidade.

A atual Catedral Metropolitana de Maceió foi construída para substituir a antiga matriz dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres. Sua construção teve início no século XIX, e a igreja foi inaugurada em 1859. Desde então, o templo permanece como sede da vida religiosa da Arquidiocese de Maceió.

A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres chegou ao Brasil por influência portuguesa e se difundiu durante o período colonial. Um dos centros mais antigos e importantes dessa devoção está nos Montes Guararapes, em Pernambuco, onde foi erguida, em 1656, uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres por iniciativa do general Francisco Barreto de Menezes, em cumprimento de uma promessa após as vitórias contra os holandeses. Posteriormente, os monges beneditinos assumiram os cuidados do templo, que foi ampliado ao longo do século XVIII.

A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres também se relaciona, na tradição mariana, às Sete Alegrias de Maria, devoção difundida especialmente pelos franciscanos. Essas alegrias recordam momentos da vida de Maria relacionados à missão de seu Filho: a Anunciação, a Visitação a Isabel, o Nascimento de Jesus, a Adoração dos Magos, o Encontro de Jesus no Templo, a Aparição de Jesus Ressuscitado e a Coroação de Maria no céu.

Assim como a tradição cristã contempla as Sete Alegrias de Maria, também existe a devoção às suas Sete Dores, relacionadas aos sofrimentos vividos pela Mãe de Jesus. Entre elas estão a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda e o encontro do Menino Jesus no Templo, o encontro com Jesus a caminho do Calvário, a presença de Maria junto à cruz, o recebimento do corpo de Jesus e o sepultamento do Filho.

Quanto à origem do título Nossa Senhora dos Prazeres, existe uma tradição portuguesa segundo a qual, por volta de 1590, uma imagem da Virgem teria sido encontrada sobre uma fonte de água em Alcântara. Segundo esse relato, graças teriam sido alcançadas por pessoas que procuravam a fonte e, posteriormente, teria surgido o pedido para que uma igreja fosse construída no local. Essa narrativa pertence à tradição devocional associada à origem do culto.

No Brasil, a devoção ganhou grande expressão nos Montes Guararapes. A igreja construída por Francisco Barreto de Menezes tornou-se um importante lugar de peregrinação e memória da fé do povo pernambucano. O templo, ampliado pelos beneditinos e concluído em sua configuração principal no século XVIII, permanece como importante patrimônio religioso e histórico.

A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres também se espalhou por outras regiões do país. Em Maceió, ela permanece como padroeira da cidade e titular da Catedral Metropolitana, testemunhando uma história de fé que atravessa séculos.

Que Nossa Senhora dos Prazeres interceda por todos os seus devotos e nos ajude a reconhecer, na vida de Maria, a alegria que nasce do encontro com Deus e da acolhida de seu Filho, Jesus Cristo.

Vinícius Aparecido de Lima Oliveira
Associado da Academia Marial de Aparecida

Bibliografia

CONTEÚDO aberto. In: IBGE – Maceió. Histórico do município.

CONTEÚDO aberto. In: UNIT – Centro Universitário Tiradentes. Por que Nossa Senhora dos Prazeres é a padroeira de Maceió?

CONTEÚDO aberto. In: Tenda do Senhor. A história do título de Nossa Senhora dos Prazeres.

MEGALE, Nilza Botelho. Invocações da Virgem Maria no Brasil. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

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