Por Pe. Paiva SJ Em Artigos

O apóstolo do Brasil, nosso Bem-Aventurado Anchieta

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Relembrando a data da criação da Academia Marial de Aparecida em 16/07/1985 e também a data litúrgica do Beato José de Anchieta em 9 de Junho passado, publicamos este artigo da Revista “Mensageiro do Coração de Jesus”. A razão é que o Beato José de Anchieta é o patrono da Academia. Ele foi o primeiro autor de texto mariano do Brasil ao escrever o “Poema Dedicado a Virgem” nas praias de Iperoig, Ubatuba – SP.

Em 9 de junho, celebramos o Bem-aventurado Padre José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, o “Taumaturgo” (“O Fazedor de Milagres”) de nossa Terra da Santa Cruz. Seu Pai, João de Anchieta, basco, participou de uma revolução contra o Imperador Carlos V. Foi até condenado à morte. No Final, transformaram a pena de morte em pena de exílio nas Ilhas Canárias. Lá se casou com uma viúva, Dona Mência, neta de judeus convertidos. Ela já tinha um filho, companheiro de estudos do meio- irmão José, que veio a se ordenar e ficou conhecido como Padre Nunes. Sendo um exilado, o pai encaminhou os dois para estudar, começando pelo latim, a língua da cultura na Europa de então. Ainda bem jovem, José ouvia o pai falar ou cantar em basco sua mãe em castelhano e vários dos empregadores em guache, língua dos naturais das ilhas. Estudou latim e foi enviado à Universidade de Coimbra, onde não foi difícil se acostumar, e treinado também para música e poesia, com o sotaque da “terrinha”. Assim, a Providência ia preparando o jovem missionário, que aprendeu bem rápido o tupi e escreveu um dicionário e uma gramática, além de poesias, peças de teatro e catecismo na língua geral do Brasil que nascia.

 

 Nosso primeiro santo! 

Tendo entrado na Companhia de Jesus em Coimbra, veio para o Brasil com 19 anos de idade. Podemos agradecer-lhe por ter sido o primeiro professor de tupi, latim e português na humilde cabana, que tinha o nome de Colégio São Paulo. Amigo dos tupiniquins, levou-os para fazer uma obra única e pioneira, o Caminho do Mar, entre o planalto paulista e o litoral de Santos e São Vicente. Onde teria aprendido a traçar estrada, com pontes e trechos empedrados, nos barrancos da Serra do Mar? Quem lhe teria – tão jovem ainda – dado tanta liderança sobre os caciques tupis? Todos nos assombramos com sua obra literária, mas nem todos lembramos que ele colecionou as receitas da nossa flora medicinal e as usou! Foi nosso primeiro farmacêutico e médico! Também foi o fundador de nosso primeiro hospital, a Santa Casa do Rio de Janeiro. Nosso primeiro santo! Pai do Brasil!

Morreu em Reritiba, atual cidade capixaba de Anchieta, em 9 de Junho de 1579, Rezemos muito para que ele seja, enfim, canonizado! Somente servirá um milagre reconhecido, que tenha acontecido depois de sua beatificação por João Paulo II (22/06/1980).

Fonte: Pe. Paiva SJ – Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Vol.119, nº1.311 – Junho 2013, Pág. 22 e 23

 

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