Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR Em Artigos

S. João XXIII e S. João Paulo II: papas marianos!

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O 2º domingo da Páscoa tornou-se festa da Divina Misericórdia por iniciativa do Papa João Paulo II reverenciando no ano 2000 a Encarnação de Jesus Cristo. Nos insondáveis desígnios da Divina Misericórdia justamente nesta data (dia 27-04) foram canonizados João Paulo II e João XXIII, dois papas que souberam discernir os sinais de Deus nos tempos modernos e semear neles as sementes do Verbo. João XXIII, o Papa bom, com ousadia profética convocou o Concílio Vaticano II, impensável então até por seus assessores mais próximos. A iniciativa do recém-eleito, com 77 anos, contrariava a propalada expectativa sobre um pontificado de transição. João Paulo II mobilizou o mundo cristão para celebrar o Jubileu de Jesus Cristo. Em seu longo pontificado: 27 anos, foi incansável peregrino do Evangelho até iniciar o 3º milênio. O impacto da canonização será absorvido logo na sucessão voraz dos fatos. Importa preservar os exemplos, ensinamentos e testemunhos da vida santa dada por eles. Este é o sentido maior do ato que ficará para a Igreja e sua história.

Ambos distinguiram-se no culto a Nossa Senhora. Incentivaram muito a devoção ao Rosário. No curto pontificado de João XXIII entre as 8 Encíclicas publicadas uma foi intitulada: “Grata recordação”. Além de relembrar, incentivava a recitação do Rosário para colocar o Concílio sob a proteção de Nossa Senhora. Já o Papa João Paulo II na encíclica “Redemptoris Mater” (A Mãe do Redentor- 1987) durante a preparação para o Jubileu da encarnação de Jesus, analisa o caminhar de Nossa Senhora na fé segundo as Escrituras e os Concílios, enfocando o Magnificat. Em 2002 publicou a Carta Apostólica o Rosário da Virgem Maria. Em suas afirmações e conteúdo esses documentos mostram um coração cheio de filial amor a Maria. No último, João Paulo II surpreendeu a Igreja acrescentando os mistérios luminosos (ou mistérios da luz). Escreveu: “O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Na simplicidade e na profundidade… Recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo”. “Nunca como no rosário o caminho de Cristo e o de Maria aparecem tão profundamente unidos. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo!”

Pretensos observadores da mídia e do mundo onde pontifica o jogo de interesses materiais viram a canonização como manobra da política eclesiástica procurando equilibrar tendências divergentes no seio da Igreja. Eles não conseguem superar (ou não querem) a visão meramente temporal e “respeitar” o dado da fé.  Para nós, fiéis discípulos de Cristo, o que importa é a santidade. Não importam as opiniões dos homens enquanto procuram apenas o “espetáculo” ou a “polêmica”. Seguindo os exemplos e conselhos de São João XXIII e São João Paulo II, queremos imitar Maria na peregrinação da fé, conservando-nos fiéis à Igreja do Senhor. Ela continua sendo obra do Espírito do ressuscitado: o senhor da vida e da história.

 

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