Por Academia Marial Em Catequese Atualizada em 02 OUT 2017 - 11H04

A Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no Mistério de Cristo e da Igreja

A Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no Mistério de Cristo e da IgrejaGrandes reflexões são levantadas sobre o papel de Maria na obra da Salvação, dentro e fora do catolicismo. Entre caminhar pelos extremos do devocionismo mariano, maximizando ou minimizando, o Concílio Vaticano II propõe um equilíbrio através do Lumen Gentium. As linhas conciliares sintetizam a participação de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, no capítulo VIII, o mais longo texto conciliar dedicado a Maria, que nos dá uma importante orientação quanto ao culto mariano e abre o caminho para um diálogo ecumênico quanto à Maria. Como bem sintetizou  Irmão Afonso Murad nestas frases:

“Apresenta a Mãe de Jesus não de maneira isolada, mas sim em interdependência com Cristo e a comunidade de seus seguidores, a Igreja. Traz nova luz para os dogmas marianos e o culto a Maria, a partir da História da Salvação e da teologia bíblica. Mostra que é possível e necessário elaborar o discurso mariano de maneira equilibrada, lúcida e contemporânea, que evite a lógica exclusiva dos “privilégios de Maria”. Não encerra a reflexão sobre Maria num tratado fechado e nem pretende responder a tudo. Antes, estimula os teólogos(as) a continuar seus estudos, para esclarecer e aprofundar os temas em fase de maturação. A partir do espírito do Concílio, os teólogos e teólogas não são considerados como meros repetidores do magistério da Igreja. Em comunhão com a Bíblia, a Tradição, o magistério e os Sinais dos Tempos, eles(as) tem a missão de contribuir para o avanço da teologia mariana na Igreja.

A reflexão sobre Maria articula-se principalmente com textos bíblicos e patrísticos. Não há referências explícitas aos tradicionais tratados de devoção a Maria dos últimos cinco séculos, em grande parte marcados pelo maximalismo. O documento amplia as características bíblico-teológicas de Maria. Nos últimos séculos, seu perfil ficou restrito praticamente a três elementos: o sim da anunciação, a maternidade biológica, a união com o filho no momento da cruz. Põe as bases teológicas necessárias para superar a ambiguidade de títulos marianos como “medianeira” e “corredentora”. Sem meias palavras, reafirma-se o dado bíblico central: “Jesus é o único mediador”. Maria e os Santos cooperam na missão salvífica de Jesus. Tal cooperação não os colocam no mesmo nível de Jesus. O Concílio alerta sobre os equívocos dos extremos do minimalismo (subtrair a presença de Maria do cotidiano dos católicos) e do maximalismo (devocionismo que se afasta da centralidade de Jesus). Critica-se o afeto estéril e transitório e a vã credulidade. Valoriza-se conhecer e inspirar-se nos traços do perfil bíblico-espiritual de Maria”.

Paulo VI conclui, durante o Concílio, proclamando solenemente: Maria, “Mãe da Igreja”. Maria gerou e deu à luz a Jesus Cristo e a Igreja é Jesus Cristo, dá a luz também a Cristo nos membros da Igreja.

Eliane Dias Pereira Cassiano

Academia Marial de Aparecida

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