Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Catequese Atualizada em 09 AGO 2019 - 11H43

Assunção de Maria ao céu

Assunção de Maria ao céuA doutrina católica sobre a Assunção de Maria elevada ao céu em corpo e alma significa a plenitude de salvação em Jesus. O auge da vinda e do mistério da encarnação. Sua mãe foi glorificada nele e por ter sido fiel ao chamado de Deus. Qual foi esse chamado? O convite a cooperar com a graça da salvação. Ou seja, acolher a vinda do Salvador. Pôr-se a serviço do projeto da infinita bondade de um Deus que nos criou por amor, restitui-nos seu favor após o pecado: recriando-nos em Cristo. Por isso, Maria é vista no Evangelho como aquela que viveu “atenta às coisas do alto”. Hoje participa plenamente da glória do Senhor: a realidade do alto! Está nela assunta! 

O papel vocacional de Maria é comparado à função da Arca da aliança no meio do povo escolhido. Como para o povo bíblico a Arca era sinal-memória de sua Aliança com Deus, assim Maria é a arca da nova aliança vocacionada a ser mãe do Filho do Altíssimo. Em si, no seio virginal, na fé a toda a prova, no amor materno, ela foi portadora do germe da salvação, acolhei a semente do Verbo de Deus no seio imaculado. Remida antes de nós, ela é a primeira flor do ressuscitado. Assunta ao céu é o sinal da vitória de nosso Deus contra o poder do mal. Com o Cristo, primícias de um povo ressuscitado, Maria caminha à nossa frente. É vanguarda de nossa história de superação do pecado! 

O evangelho documenta desde o início da Igreja a presença de Nossa Senhora no culto de adoração e louvor a Deus, na fé e seguimento de Jesus em meio às provações geradas pela ambição, poder e orgulho humano. A narrativa de Lucas no capítulo primeiro do evangelho realça o papel de Maria na obra salvadora de nosso Deus. Chamada, ela ouviu, acreditou e colaborou! Serviu! No relato da Encarnação e da posterior Visitação a Isabel, Maria não é participante apenas de um dado histórico. Ela é a discípula modelo e missionária da primeira hora, tendo vivido em suprema fidelidade ao serviço a Deus e nosso. É bem-aventurada! Ou seja: feliz com a glória do Senhor! 

Seu estado de felicidade contrasta e anula aquele buscado no dinheiro, no poder, na fama, na ambição humana. Ela é feliz porque é a “pobre de Javé”. Ou seja, é a pessoa que se esvaziou de si mesma para tornar-se cheia de Deus. Representa então o novo povo de Deus, salvo do poder do mal. Resgatado do orgulho e prepotência dos poderosos do mundo! O povo remido e irmanado na graça de Cristo. É o povo do Senhor, rico de seu amor. Quem acolhe Jesus: o dom de Deus, torna-se rico da sua salvação e já caminha para sua glória. Maria assunta ao céu chegou antes de nós. De lá nos acena para mantermos a esperança na peregrinação. Fiéis na vocação cristã. Empenhados o esforço pessoal e comunitário de viver conforme o evangelho, superando as fraquezas e tentações. Que ela nos abençoe! Amém!

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