Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R. Em Grão de Trigo Atualizada em 26 MAR 2019 - 12H46

Buscar, ter e repartir os bens terrenos, mas confiar só em Deus!

Servir a dois senhores

 Mateus, 6,24-34 - 8º DTC- A                            

Vivemos hoje uma sociedade sem aliança religiosa com Deus. Poucas vezes as leis são inspiradas na ética e na moral. Não têm motivação religiosa alguma. Em geral são elaboradas a favor dos interesses de grupos influentes no poder econômico ou político. Nacionais e internacionais. A elaboração das leis e a administração de governo não visam em primeiro lugar uma justa distribuição de bens e do fruto de serviços a que o povo possa ter fácil acesso. Por sua vez os privilegiados influenciam ou até determinam por meio de “lobbies”, jogo de poder e pressões várias os objetivos e os conteúdos das leis no Congresso. Sob o império da lei do mercado e do poder político não é a pessoa humana, mas sim o dinheiro o valor soberano na sociedade. O dinheiro é o senhor tirânico dos ricos e dos pobres. Os ricos se preocupam em ter e acumular cada vez mais. Os pobres são as vítimas sociais porque sofrem as consequências da organização econômica e política injusta e desumana. Um organismo do próprio governo vinculado ao Ministério do Planejamento, o IPEA, informou em estudo de 2008 que os pobres pagam mais impostos que os ricos no Brasil. Os 10% mais ricos têm 75% das riquezas do País.

Se Jesus vivesse hoje o seu discurso ético no evangelho de São Mateus, capítulo 5 a 7, seria retomado contra o domínio escravizante da lei do mercado e sua absoluta falta de ética. E os capítulos 6 e 7 aplicam de modo concreto os valores fundamentais do Evangelho propostos nas bem aventuranças no capítulo 5º. Para chegarmos a uma ordem social justa e fraterna conforme o pensamento de Jesus nossos valores éticos exigem a confiança em Deus acima da excessiva preocupação pelos bens materiais. Ler: Mateus, 6, 24-34.

 

ervir a Deus! Só ele é Senhor! Eis a exigência radical do Evangelho! Não colocar nunca dinheiro, os bens materiais e corporais como determinantes de nossas preocupações. Servir é consequência de amar. Amar acima de tudo. Com tal amor no coração é impossível dividir seja lá o que for com Deus.

Servir a Deus! Só ele é Senhor! Eis a exigência radical do Evangelho! Não colocar nunca dinheiro, os bens materiais e corporais como determinantes de nossas preocupações. Servir é consequência de amar. Amar acima de tudo. Com tal amor no coração é impossível dividir seja lá o que for com Deus. Em relação a Ele só caberá ter um amor total e exclusivo superando laços de sangue, afetos, amizade e sentimentos a quaisquer pessoas. Alertando-nos contra a preocupação do que comer, beber e vestir, Jesus insiste que nosso valor diante de Deus é maior que o de toda a criação. Se eu acredito mesmo em Deus, confio nele e sei que sua bondade e providência cuidam de nós mais que dos pássaros e plantas.

Por outro lado, Jesus nos deixa muito preocupados ao questionar o modo como tratamos os demais. De fato, conscientizados vivamente sobre a situação deprimente em que vivem milhões de pessoas como não ficar preocupados com o bem estar, a comida, a roupa, o conforto? Jesus não quer legitimar a pobreza, o sofrimento, a desigualdade social, a ordem social injusta, é claro! A comida, a roupa, a satisfação das necessidades humanas são legítimas. Deve-se trabalhar, planejar e prever o futuro enquanto possível. Sem legitimar, porém, o esquema do consumismo que equipara o ser pessoa, ser alguém ao ter: ter coisas e bens. Ter e gastar passam a ser mais importante do que simplesmente viver! O anseio alienado em possuir, ter, gastar e acumular nos induz à tentação de considerar o dinheiro e os bens terrenos como valores absolutos da nossa vida. Aí caímos na idolatria do consumismo e do prazer. Perdemos o sentido de solidariedade e partilha e a própria dignidade. Afogado nas preocupações de ter, gastar, gozar, o coração humano se torna pesado, egoísta e corrompido.

Confiemos em Deus sempre e acima de tudo. Por isso, vivamos em busca de sua sabedoria e santidade. Nossa vida é breve. Saibamos administrá-la com os dons e potencialidades que o Senhor nos deu. Sigamos o que Jesus ensina no Evangelho sobre a providência divina. Busquemos antes de tudo o reino de Deus e a sua justiça. Assim venceremos as fraquezas humanas sem fazer do dinheiro um ídolo. Ele nos amarra em preocupações que trazem mais pesadelos que felicidades.

pescadoresA maior devoção mariana no Brasil venera a mãe de Jesus como: Mãe Aparecida! Ela é fruto da confiança admirável dos três humildes pescadores que, certamente não por acaso e sim pela providência divina, acharam nas redes de pesca uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Através dessa invocação Deus tem prodigalizado bênçãos sem fim ao nosso povo nos 300 anos coroados agora em 2017 com o ano mariano especial.

                                                                                                      

ervir a Deus! Só ele é Senhor! Eis a exigência radical do Evangelho! Não colocar nunca dinheiro, os bens materiais e corporais como determinantes de nossas preocupações. Servir é consequência de amar. Amar acima de tudo. Com tal amor no coração é impossível dividir seja lá o que for com Deus.
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