Por Dom Raymundo Damasceno Assis Em Homilias Atualizada em 02 OUT 2017 - 13H28

24º. DOMINGO DO TEMPO COMUM - O PAPEL DE MARIA NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA

Missa no Santuário Nacional encerra IX Congresso Mariológico - Luana Corrêa

HOMILIA – 24º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

SANTUARIO NACIONAL DE NOSSA SENHORA APARECIDA

30 ANOS DA ACADEMIA MARIAL DE APARECIDA

9º. CONGRESSO MARIOLÓGICO

tema: A ICONOGRAFIA DE APARECIDA – A TEOLOGIA DA IMAGEM

O PAPEL DE MARIA NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA

A primeira leitura do profeta Isaias nos prepara para compreender melhor a mensagem de Jesus no evangelho de hoje. O texto de Isaías descreve a vocação de um personagem misterioso, chamado “Servo do Senhor”, como a de um profeta. A missão do profeta comporta sofrimento, dificuldades, revezes, mas experimenta, também, a ajuda de Deus que é mais forte do que o sofrimento e por isso não se deixa abater pelo desânimo. Os primeiros cristãos viram neste “servo sofredor” a figura de Jesus na sua paixão.

Marcos, no evangelho de hoje, nos apresenta Jesus iniciando seu caminho para Jerusalém, onde dará sua vida para a salvação do mundo.

Após terem visto as obras extraordinárias realizadas por Jesus e escutado seus belos ensinamentos, Jesus faz uma pergunta fundamental aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro é o primeiro a reconhecer Jesus como o Messias, e em nome dos discípulos, responde: “Tu és o Messias”.

Na segunda parte do evangelho, vemos que a fé de Pedro e dos discípulos ainda é imperfeita. Pedro   e os discípulos, de acordo com a mentalidade da época, esperam um libertador político, nacionalista, que veio para terminar com ocupação romana.

Ao anunciar sua paixão, morte e ressurreição, Jesus se opõe a estas figuras do Messias esperado e escolhe o caminho do seguimento da vontade de Deus em sua vida, que é um caminho difícil, que comporta sofrimento e morte, e aqueles que se tornam seus discípulos devem seguir também o mesmo caminho; devem estar conscientes de que o seguimento de Cristo comporta renúncia, sacrifício, esforço. “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Os discípulos só irão entender o que significa ser o Messias depois da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

O caminho de Jesus não termina com a paixão e com a morte, mas com a ressurreição, com a vitória sobre a morte e o pecado: “o Filho do Homem deve ser morto e ressuscitar depois de três dias”.

Assim também o caminho do discípulo de Cristo não termina na morte, mas o conduz a vida. “Quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho, diz Jesus, vai salvá-la”.

O evangelho de hoje convida a cada um de nós a fazer a si mesmo a pergunta: quem é Jesus para mim? O que Ele representa para a minha vida? O apóstolo São Tiago na segunda leitura nos adverte que a nossa fé em Jesus Cristo deve ter consequências, implica traduzi-la em gestos de amor. “A nossa fé se não se traduz em obras, por si só está morta”. Traduzir nossa fé em obras de amor é viver para Deus na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.

Que a comunhão do corpo do Senhor na Eucaristia nos fortaleça e nos ajude a seguir a Cristo com todas as exigências e a coerência que exige a nossa fé.

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida, SP

HOMILIA – 24º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

13/09/2015

 

SANTUARIO NACIONAL DE NOSSA SENHORA APARECIDA

 

30 ANOS DA ACADEMIA MARIAL DE APARECIDA

 

9º. CONGRESSO MARIOLÓGICO

 

 tema: A ICONOGRAFIA DE APARECIDA – A TEOLOGIA DA IMAGEM

 

O PAPEL DE MARIA NO MISTÉRIO DE CRISTO E DA IGREJA

 

 

 

A primeira leitura do profeta Isaias nos prepara para compreender melhor a mensagem de Jesus no evangelho de hoje. O texto de Isaías descreve a vocação de um personagem misterioso, chamado “Servo do Senhor”, como a de um profeta. A missão do profeta comporta sofrimento, dificuldades, revezes, mas experimenta, também, a ajuda de Deus que é mais forte do que o sofrimento e por isso não se deixa abater pelo desânimo. Os primeiros cristãos viram neste “servo sofredor” a  figura de Jesus na sua paixão.

 

Marcos, no evangelho de hoje, nos apresenta Jesus iniciando seu caminho para Jerusalém, onde dará sua vida para a salvação do mundo.

 

Após terem visto as obras extraordinárias realizadas por Jesus e escutado seus belos ensinamentos, Jesus faz uma pergunta fundamental aos discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro é o primeiro a reconhecer Jesus como o Messias,  e em nome dos  discípulos, responde: “Tu és o Messias”. 

 

Na segunda parte do evangelho, vemos que a fé de Pedro e dos discípulos  ainda é imperfeita. Pedro   e os discípulos, de acordo com a mentalidade da época, esperam um libertador político, nacionalista,  que veio para terminar com ocupação romana.

 

Ao anunciar sua paixão, morte e ressurreição, Jesus se opõe a estas figuras do Messias esperado e escolhe o caminho do seguimento da vontade de Deus em sua vida, que é um caminho difícil, que comporta sofrimento e morte, e aqueles que se tornam seus discípulos devem seguir também o mesmo caminho; devem estar conscientes de que o seguimento de Cristo comporta renúncia, sacrifício, esforço. “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Os discípulos só irão entender o que significa  ser o Messias depois da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

 

O caminho de Jesus não termina com a paixão e com a morte, mas com a ressurreição, com a vitória sobre a morte e o pecado: “o Filho do Homem deve ser morto e ressuscitar depois de três dias”.

 

Assim também  o caminho do discípulo de Cristo não termina na morte, mas o conduz a vida. “Quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho, diz Jesus, vai salvá-la”.

 

O evangelho de hoje convida a cada um de nós a fazer a si mesmo a pergunta: quem é Jesus para mim? O que Ele representa para a minha vida? O apóstolo São Tiago na segunda leitura nos adverte que a nossa fé em Jesus Cristo deve ter consequências, implica traduzi-la em gestos de amor. “A nossa fé se não se traduz em obras, por si só está morta”.  Traduzir nossa fé em obras de amor é viver para Deus na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.

 

Que a comunhão do corpo do Senhor na Eucaristia nos fortaleça e nos ajude a seguir a Cristo com todas as exigências e a coerência que exige a nossa fé.

 

 

Dom Raymundo Cardeal  Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida, SP

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