Por Academia Marial Em Homilias

Homilia 4ª FEIRA DA 13ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Missa em louvor aos participantes do Encontro Nacional das Equipes de Nossa Senhora - 01/07 - Fotos: Ivan Simas

4ª FEIRA DA 13ª SEMANA DO TEMPO COMUM - 01/07/2015

3º. ENCONTRO NACIONAL DAS ENS

TEMA: “MATRIMONIO CRISTÃO: FESTA DA ALEGRIA E DO AMOR CONJUGAL”

LEMA: “FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER” (Jo 2,5)

Caros Irmãos no Episcopado, Dom Jacinto, Bispo de Criciúma; Dom Oneres, Bispo-Emérito de Lages

Caro Pe. Paulo Renato, Conselheiro Espiritual da Super-Região Brasil, na sua pessoa saúdo todos os Conselheiros Espirituais concelebrantes

Caros Casais equipistas, fiéis da Arquidiocese, Romeiros, telespectadores, rádio-ouvintes, internautas.

Desejo recordar aos presentes e telespectadores e rádio-ouvintes que nos acompanham que o movimento das ENS surgiu depois da II Guerra Mundial, em 1947, na França, fundado pelo Pe. Henri Caffarel e mais alguns casais desejosos de viverem o seu amor matrimonial à luz da fé cristã. Aos poucos, o movimento foi se estruturando e estabelecendo os pontos essenciais que os casais membros das ENS devem seguir, como meios válidos de aperfeiçoamento espiritual na vida conjugal: os pontos concretos de esforço. Da França, o movimento se estendeu por todo o mundo e no Brasil, o movimento encontrou terra boa e produziu frutos cem por cento. O movimento conta hoje com cerca de 50 mil membros e no Brasil são mais de 3.500 equipes. O Pontifício Conselho para os Leigos reconheceu as ENS como Associação Privada Internacional de Fiéis Leigos.

 

O tema deste primeiro dia do 3º Encontro Nacional é tirado das palavras de Maria, nas bodas de Caná

O tema deste primeiro dia do 3º Encontro Nacional é tirado das palavras de Maria, nas bodas de Caná: “Eles não tem mais vinho” (Jo 2,3). No tempo de Jesus, a festa das bodas matrimoniais durava vários dias. Os convidados chegavam e saiam conforme o tempo lhes permitia. Compreende-se como era difícil prever a quantidade de vinho e, por isso, ele veio a faltar nas Bodas de Caná da Galileia. Maria, a mãe de Jesus, foi a primeira entre os convidados a perceber que eles não tinham mais vinho e comunicou ao seu Filho. Diante da reação de seu Filho, Maria disse aos serventes: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Maria age com a mesma confiança como em Nazaré, na Anunciação, quando ela disse ao Anjo Gabriel: “Faça-se em mim, segundo a tua palavra”. Em Caná, Jesus transforma a água, bebida comum, – símbolo das fadigas diárias - em vinho, no dom da alegria. “Todo homem serve em primeiro lugar o vinho bom e quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho inferior.”

Assim acontece na vida do casal. Muitas vezes tem-se a impressão de que os momentos mais belos são aqueles do início do casamento. Com o passar do tempo surgem as preocupações, as desilusões, as dificuldades, muitas vezes, difíceis de superar. Em Caná, o vinho melhor foi servido no final da festa. Assim também acontece na nossa vida. Se permanecermos fiéis a Jesus e aos nossos compromissos, inerentes à vocação que abraçamos, Deus não nos decepcionará e, certamente, irá nos reservar surpresas agradáveis e alegres, como o fez com os noivos em Caná da Galileia.

No evangelho, Mateus nos apresenta Jesus na região dos Gadarenos, região pagã. Jesus veio trazer a salvação a todos os povos, não só aos judeus.

Com seu poder Jesus liberta os dois homens da escravidão do demônio. Derrota os poderes do mal que agem naquela região pagã. O povo da região não compreendeu a presença salvadora de Jesus. Preocupado mais com a perda dos bens materiais – a manada de porcos - do que com a vida e a libertação daqueles dois homens, que recuperaram sua dignidade humana e sua inserção na sociedade, os gadarenos preferiram “pedir a Jesus que se retirasse da região deles.”

A exemplo de Jesus, missionário do Pai que anunciou o Reino de justiça e de paz, de verdade e de amor a todos sem distinção, a família cristã, Igreja doméstica, é por natureza missionária e a sua fé cresce na medida em que a doa aos outros. É importante que as famílias chamadas a testemunhar o evangelho com a vida não escondam aquilo em que acreditam. O próprio fato de viver a comunhão em família é uma forma de anúncio missionário. Há outras formas de testemunho da família: a solidariedade para com os pobres, a abertura à diversidade das pessoas, o cuidado com a criação, o empenho pelo bem comum, a perseverança no amor conjugal e na Igreja.

Nesta Eucaristia, queremos louvar e agradecer a Deus pela existência do Movimento das Equipes de Nossa Senhora, fonte de espiritualidade conjugal e familiar, escola de partilha, de serviço e doação.

Faço votos que este III Encontro Nacional das ENS, realizado pela primeira vez em Aparecida, seja muito frutuoso e que os casais participantes sejam multiplicadores dos frutos deste Encontro, junto aos seus familiares e aos outros equipistas que não puderam estar aqui presentes.

 

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida, SP - Presidente da Academia Marial

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