Por Dom Raymundo Damasceno Assis Em Homilias

HOMILIA – PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

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SANTUÁRIO NACIONAL DE APARECIDA, 20 de abril de 2014

Hoje é Páscoa, o Domingo mais solene e mais festivo do ano para nós cristãos, porque celebramos a Ressurreição do Senhor, o triunfo da vida sobre a morte e o pecado.  Este Domingo festivo vai se prolongar, como um “grande domingo”, por cinquenta dias até a solenidade de Pentecostes.

Cada Domingo do ano é como uma pequena páscoa, porque neste dia, celebramos a ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, o primeiro dia da Semana, o Domingo, dia do Senhor, é tão importante para nós cristãos.

Os Evangelhos não descrevem como foi a ressurreição de Jesus. Ninguém presenciou a ressurreição de Jesus. Pela sua ressurreição Jesus passou da morte para a vida.  Tal processo é impossível de descrever com nossas palavras. Mas houve testemunhas desta condição nova na qual o Cristo entrou pela sua ressurreição.  Tudo poderia ter terminado com a morte e a sepultura de Jesus se os discípulos não tivessem sidos tocados por uma experiência indizível: Jesus lhes  apareceu vivo após a sua morte e comeram e beberam com ele, depois da ressurreição.” (At 10,40-42). Essas testemunhas tiveram, no começo, dificuldade em reconhecê-lo. Aos poucos seus olhos foram se abrindo e reconheceram o Senhor ao qual estavam ligados profundamente.

Na primeira leitura, tirada dos Atos dos Apóstolos, Pedro proclama com coragem a ressurreição de Cristo. Aquele que foi rejeitado por grupos religiosos e políticos e levado a morte de cruz, “Deus  o ressuscitou no terceiro dia.”

No evangelho, João, diferentemente dos três evangelhos sinóticos, diz que Maria Madalena foi sozinha, de madrugada, ao sepulcro para encontrar um morto, mas encontrou o sepulcro vazio e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Sai correndo para levar a notícia a Pedro.

Pedro e o outro discípulo foram ao sepulcro. Ambos viram que tudo estava em perfeita ordem: “as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte” (Jo 20, 6-7). Tudo isso era sinal de que Jesus tinha sido libertado da morte. Por isso, “o outro discípulo, o discípulo que Jesus amava, viu e acreditou”. Os dois discípulos voltam para casa. O amor mantém Maria Madalena junto ao sepulcro. Ela será a primeira a encontrar-se com o Cristo ressuscitado e será também a primeira mensageira a levar a notícia da ressurreição aos discípulos e, através destes, a boa-nova de Páscoa alcançará o mundo inteiro, até chegar até nós.

Os apóstolos chegaram à fé plena na ressurreição após o encontro com o Senhor Ressuscitado e a efusão dos dons do Espírito Santo, em Pentecostes.

Nossa experiência de Jesus ressuscitado não é a mesma da comunidade primitiva. Nossa fé no Cristo ressuscitado se fundamenta no testemunho dos discípulos que se encontraram realmente com Ele, e esse testemunho está contido nos evangelhos.  A fé na ressurreição, a expectativa da nova terra não deve enfraquecer, mas antes estimular nosso empenho em desenvolver essa terra, que deve ser uma prefiguração do mundo futuro que aguardamos, promovendo uma cultura da vida, da liberdade, da justiça e da paz.

A ressurreição não está reservada a Jesus. Todos nós estamos destinados a fazer esta passagem, da morte para a vida, porque depois da ressurreição de Cristo, a morte já não tem mais a última palavra. Nós cristãos não negamos o sofrimento,  a dor causados pela morte, mas acreditamos que o nosso Deus é o Deus da vida que  nos criou para amá-lo e um dia  viver junto dele, para além da morte. O que Deus Pai realizou em seu Filho, Ele realizará em cada um de nós, seus filhos.

Proclamamos a presença do Cristo ressuscitado na sua palavra. Preparamo-nos, agora, para acolhê-lo em nosso  meio, nos sinais do pão e do vinho, convertidos no seu corpo e no seu sangue.

Levando o Cristo em nosso coração, comprometamo-nos a ser mensageiros alegres de um nova vida trazida pelo Cristo ressuscitado. 

A todos uma Feliz e Santa Páscoa. Aleluia!

 

 

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