Por Dom Raymundo Damasceno Assis Em Homilias

HOMILIA: VIGILIA PASCAL

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SANTUÁRIO NACIONAL DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, 19 de abril de 2014

Iniciamos a Vigília Pascal com a bênção do fogo e a procissão do Círio Pascal  pela nave central do Santuário Nacional, acompanhada por todos nós, com nossas velas acesas no Círio, símbolo do Cristo Ressuscitado, luz do mundo. No lugar da cruz, temos hoje o Círio Pascal, sinal e símbolo de nossa vida de fé, indicando-nos que Jesus não somente morreu na cruz, mas que também ressuscitou e está presente entre nós, proporcionando luz e vida para cada um de nós.

As leituras bíblicas do Antigo Testamento que escutamos, nos descreveram alguns momentos importantes da história da salvação, desde a criação do mundo até ao seu ponto mais alto, a ressurreição de Cristo, história que continua até chegar ao seu fim, com a Nova Criação. Os textos sagrados nos convidam a admirar a manifestação misericordiosa de Deus em favor do seu povo.

Daqui há pouco, renovaremos nossas promessas batismais com o propósito de guardar, com a ajuda de Deus, a fé recebida da Igreja Católica e testemunhá-la até o fim de nossa vida.

Concluiremos esta Vigília Pascal, com a celebração eucarística, a mais solene do ano, renovando a presença do Cristo ressuscitado nos sinais do pão e do vinho, feitos alimentos para nós.

A notícia mais importante desta noite, nós a escutamos no evangelho de Mateus, trazida do céu por um Anjo às mulheres que, ao amanhecer, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro.

“Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis”  (Mt 28, 5-7)

“A ressurreição de Jesus é a verdade culminante de nossa fé em Cristo, crida e vivida como verdade central  pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento,  pregada juntamente com a cruz, como parte essencial do mistério pascal.” (CIC 638).

Cristo ressuscitou dos mortos. Por sua morte venceu a morte, aos mortos deu a vida (liturgia bizantina).

A nossa libertação do pecado e da morte realizaram-se no Cristo ressuscitado. “Se Cristo não ressuscitou, escreve São Paulo aos Coríntios, ilusória seria a vossa fé e ainda viveis em vossos pecados e os que morreram como cristãos pereceram para sempre” (I Cor 15,17-18).

Essa é a grande notícia que deve nos encher de esperança e alegria apesar da tentação do desânimo que podemos sentir ao ver tanta injustiça e corrupção, tanta violência e sofrimento,  no mundo de hoje.

Ao lado de tudo isso, há também sinais de ressurreição, de esperança: pessoas que lutam em defesa da vida e de sua dignidade, combatem toda forma de escravidão,  promovem a justiça, a liberdade, a paz,  entregam toda a sua vida em favor do bem das pessoas, particularmente, dos mais necessitados. Há muitas pessoas que acalentam em seu coração projetos de um mundo mais justo e humano, e estão apostando num amanhã melhor do que hoje.

Há muita gente que acredita na vida porque acredita no Cristo ressuscitado, caminho, verdade e vida.

Jesus ressuscitado nos repete constantemente: não temais! Ele nos pede que continuemos sua obra por este mundo fazendo o bem.  Como Jesus, queremos incendiar este mundo com o  fogo do amor que purifica e transforma. Temos de denunciar e combater a injustiça, a corrupção, a violência, não só com discursos, mas com o testemunho de uma vida honrada, comprometida com o bem de todos, sobretudo, dos mais pobres e marginalizados. Ao renovar nossos compromissos  batismais, comprometamo-nos, com a ajuda de Deus, a viver a nossa condição de cristãos, coerentes com a nossa fé, para que os outros vendo nossas boas obras, glorifiquem a Deus nosso Pai.

Jesus ressuscitou e nos deu nova vida, esse é o motivo de nossa esperança, de nossa  alegria.

A todos, Feliz e Santa Páscoa! Aleluia!

 

 

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Por Dom Raymundo Damasceno Assis, em Homilias

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