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05 de Agosto – Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior

Basílica Santa Maria Maior, em Roma, onde o Papa Francisco fez questão de peregrinar assim que foi eleito.

A liturgia nos convida hoje a comemorar a Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro tempo mariano construído em Roma. Esta Igreja surgiu no Esquilino, no século IV, mas foi consagrada pelo Papa Sisto III no dia 15 de agosto pouco depois do Concílio de Éfeso (431) em que se definiu a maternidade divina de Maria.

Preciosos mosaicos alusivos a Nossa Senhora evidenciam o dogma de sua divina maternidade e fazem desta Igreja, que tem o título de Basílica Maior, um monumento histórico de primeira importância para a devoção do povo romano e de toda a cristandade.

 

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Uma lenda surgida na Idade Média, segundo a qual o lugar da construção desta Igreja foi assinalado por uma camada de neve em pleno verão, contribuiu em muito para a difusão de sua comemoração anual sob o título de Nossa Senhora das Neves. Contudo, com a última reforma litúrgica, o título da festa foi mudado para “Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior”.

Um pouco da história

Foi construída no pontificado de Libério(352) e restaurada entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, e dedicada ao culto de Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431).

Ao frade Bartolomeu de Trento, que viveu na metade do século XIII, devemos a versão sobre a origem da basílica de Santa Maria Maior. Segundo a tradição, no ano 352, vivia em Roma, o representante do imperador que tinha se transferido para Constantinopla, um certo João, fidalgo riquíssimo que não sabia como gastar toda sua fortuna. Não tinha filhos e queria construir obras pias para a Igreja, mas não sabia quais escolher.

Na noite de 5 de agosto, lhe apareceu em sonho a Virgem Maria, que lhe ordenou construir uma igreja no lugar onde estivesse com neve pela manhã. O rico senhor acordou e se pôs a pensar que a neve em Roma era uma coisa estranha, pois agosto era a estação de verão. Porém o mais interessante foi que a Virgem, na mesma noite apareceu ao papa Libério e lhe disse que, logo ao raiar do dia, subisse a colina do monte Esquilino, que encontraria o local cheio de neve e lá deveria erguer uma igreja. Pela manhã aquele fato inédito, foi constatado e enquanto a notícia se espalhava por toda Roma, o papa e João, caminhando por estradas diferentes, seguidos por uma multidão se encontraram: lá em cima do monte Esquilino comprovaram que havia neve. Com um bastão o papa traçou a área para erguer a igreja que o patrício construiu apenas com o seu dinheiro. 

Nascia a basílica de Santa Maria da Neve

Alguns pesquisadores dizem que João procurou o papa Libério para lhe contar seu sonho e que teve uma surpresa ao saber que também o pontífice havia tido a mesma visão. Depois, juntos com a população foram ao alto ao monte Esquilino, e demarcaram sobre a neve o terreno onde a igreja foi construída. Desta maneira, notou-se que as tradições se mesclaram por obra d’alma popular que sempre uniu poesia à história.

Aquelas colinas do monte Esquilino, durante a Antiguidade, tinham sido um lugar de despejo de lixo, cheio de imundices; posteriormente se tornou o lugar onde os escravos eram sepultados. Na época do Império, ao contrário, as colinas eram ocupadas por imensas vilas de nobres. Entretanto continuava sendo um lugar de estranhas lembranças e que a comunidade evitava freqüentar. Com a construção da igreja da Santa Maria da Neve, o local reconquistou a visitação popular.

Tanto é verdade que cerca de um século depois, para celebrar os resultados do Concílio de Éfeso, que proclamou a “maternidade divina da Virgem Maria”, o Papa Xisto III em 440, mandou construir uma igreja. Mas queria que fosse grande, muito grande, daí o nome “Maior”, e escolheu o mesmo local onde fora construída a igreja indicada pela Virgem em sonho ao papa Libério. No dia 5 de agosto de 431, a nova igreja, que substituiu a anterior, foi consagrada, com o nome de basílica de “Santa Maria Maior”.

Nela foi realizado o primeiro presépio que se tem notícia na Igreja, por isto também ficou conhecida como basílica de “Santa Maria do Presépio”. Na basílica se encontram os primeiros e mais ricos mosaicos alusivos a Nossa Senhora e é, de fato, um dos maiores e mais belo santuário mariano de toda a cristandade. A festa litúrgica da “Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior” que acontece em 5 de agosto entrou no calendário romano em 1568.

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