Por Academia Marial Em Notícias

Canonizado o patrono da Academia Marial de Aparecida

São José de Anchieta, rogai por nós!

 

sinos

No ano passado durante a assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Aparecida, os participantes assinaram uma petição solicitando ao Papa Francisco a canonização do beato José de Anchieta-SJ, invocado como “Apóstolo do Brasil”. Há séculos a santidade do catequista dos indígenas era reconhecida pelo povo, por testemunhos e pesquisas históricas. Aliás, o início do processo canônico de canonização se deu no mesmo ano da morte de Anchieta (1597). Só agora após 417 anos ele chega ao final. O papa João Paulo II antes de sua primeira visita ao Brasil em 1980 havia concluído a fase da beatificação. E nomeara José de Anchietapatrono da Academia Marial do Santuário. Faltava ainda até agora o “placet” oficial da Igreja para a canonização desejada e sugerida pelos bispos brasileiros para quanto antes. Esse de fato não tardou, pois, em dezembro de 2013, sua Santidade o Papa Francisco telefonou pessoalmente para Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB informando-o que aceitara o pedido subscrito naquela Assembleia.

O Papa fixou o dia 02 de abril para o seu Decreto. Normalmente o ato de canonização é feito solenemente na Praça de São Pedro, no Vaticano. Mas o Papa no caso de Anchieta surpreendeu o mundo católico mais uma vez. Na sua simplicidade, já notória, preferiu lançar de um simples decreto pontifício, mesmo tratando-se de um religioso jesuíta como ele. No dia de hoje todas as Igrejas do Brasil foram convocadas para tocar os sinos às 9hs, festejando o novo santo. Segundo o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, isso seria um “gesto de alegria, gratidão e comunhão por estar inscrito entre os santos o Apóstolo do Brasil”. Anchieta entrou na Companhia de Jesus em 1551 e dois anos depois em 1553 desembarcou na Bahia. Ainda não era padre quando no dia 25 de janeiro de 1554 fundou com o Pe. Manoel da Nóbrega o Colégio São Paulo de Piratininga, hoje espaço cultural e turístico chamado “Pátio do Colégio”, berço da capital paulista. Morreu em 1597, após 43 anos de exaustivos trabalhos pastorais, catequéticos e culturais. Está sepultado na cidade de Anchieta, que antes se chamava Reritiba e hoje perpetua seu nome no Estado do Espírito Santo.

A Academia Marial de Aparecida dinamiza a espiritualidade mariana através de seus associados. É espaço de reflexão teológico-mariana, pesquisa e intercâmbio entre os membros devotos nela inscritos. Seu presidente é o próprio Dom Raymundo Damasceno Assis. A primeira Assembleia acadêmica foi em 1985 e versou sobre o tema: Biografia da Mãe de Jesus no poema de Anchieta. Ele, primeiro poeta mariano em terras americanas, escrevera nas areias de Iperoig (Ubatuba) quando era refém dos tamoios o famoso poema inspirado em sua grande devoção à Maria. E guardou de memória os quase seis mil versos latinos. Nesse 28º ano de sua existência recebe de Deus a graça da canonização de seu patrono e com ele louvamos a Mãe de Deus.

 Pe. Antonio Clayton Sant’Anna- CSsR

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