Por Academia Marial Em Notícias

“Maria é Mãe; uma Igreja sem Maria é um orfanato”

 

Papa Francisco

O Papa Francisco recebeu, no sábado, na Sala Paulo VI mais de 7 mil peregrinos membros do Movimento di Schoenstatt, provenientes de cerca de 50 países. O Movimento Apostólico de Schoenstatt celebra este ano o centenário da sua fundação, sendo que a origem do movimento “é a Aliança de Amor com Nossa Senhora em 18 de outubro de 1914, numa capelinha no lugar de Schoenstatt, Alemanha, hoje o santuário original”.

O encontro com o Papa Francisco foi em forma de diálogo, com perguntas e respostas, inspiradas nos temas que acompanharam a preparação das celebrações do Centenário de Schoenstatt. Então, os membros do Movimento pediram ao Papa que explicasse qual é o seu modo de ver o papel missionário de Maria na Nova Evangelização e na renovação da Igreja. Papa Francisco não tem dúvidas: “Maria é Mãe; uma Igreja sem Maria é um orfanato”.

Sobre a família, o Papa disse que “a família cristã e o matrimônio nunca foram tão atacados como agora, direta ou transversalmente”. E reiterou que “não se pode reduzir o sacramento do matrimônio a um rito social”. “Casamento é para sempre”, lembrou, ressalvando “que na sociedade, hoje, é comum a cultura do provisório”.

O Papa afirmou que a missão da Igreja é ajudar ‘corpo a corpo’, não fazendo proselitismo, mas acompanhando. “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”, disse ainda, citando Bento XVI.

O terceiro quesito abordado foi a temática juvenil: “Como convidar os jovens a compartilhar conosco uma vida mais plena com Cristo?”. Outra questão verteu sobre a atualidade e seus grandes contrastes: da pobreza às guerras, da situação dos doentes aos sem-casa.
Enfim, o Papa reafirmou: “O que considero mais importante é uma santa liberdade de Espírito, ou seja, não devemos nos trancar em instruções, transformando-nos em ‘caricaturas dos doutores da lei’”, disse o Papa. “Temos que evitar o funcionalismo frenético’. Algumas Conferências Episcopais têm um ‘encarregado’ para cada coisa: é melhor ter menos funcionalismo e mais liberdade interior”.
“A divisão é a primeira arma do Demônio, que existe e age edificando o templo do desencontro”, disse ainda o Papa no encontro com o Movimento Schoenstatt. “Contra o desencontro, temos a cultura da aliança”, exortou, citando a grande intuição do Movimento, que é a Aliança dos homens com a Virgem Maria.

Antes de terminar o encontro, o Papa revelou que desde que lhe foi presenteada, há alguns anos, uma imagem de Nossa Senhora de Schoenstatt, ele a toca todos os dias. E concluindo concedeu a todos a sua benção apostólica e o envio missionário.

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