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Papa Francisco regressa ao Vaticano após viagem ao Sri Lanka e Filipinas

 

 

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O Papa concluiu hoje nas Filipinas uma viagem à Ásia, que se iniciou no Sri Lanka, durante a qual multiplicou mensagens e gestos em favor dos mais pobres, da paz e do diálogo entre religiões.

Filipinas: entre 6 e 7 milhões de pessoas participaram da Missa presidida pelo Papa Francisco

Um dia depois de uma Missa ao ar livre com mais de seis milhões de pessoas, a maior celebração na história da Igreja Católica, Francisco regressa ao Vaticano, de onde partiu na última segunda-feira, completando assim um total de 17 mil quilômetros percorridos.

Mais uma vez, milhares de pessoas acompanharam o percurso do papamóvel nas ruas da capital filipina, entre a Nunciatura Apostólica e o aeroporto, onde decorreu a cerimônia de despedida, sem discursos oficiais mas com coreografias e cantos enquanto o pontífice argentino se despedia das autoridades civis e religiosas.

O voo papal desta segunda-feira vai sobrevoar o território da China e o Papa enviará uma mensagem ao chefe de Estado do país, como aconteceu em agosto de 2014, quando da viagem à Coreia.

 

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Não é a primeira vez que um Papa passou pelo espaço aéreo chinês, Francisco dirigiu-se ao presidente Xi Jinping, “invocando as bênçãos divinas da paz e bem-estar para a nação”.

Durante as homilias e discursos em Manila, o Papa questionou em várias ocasiões as “estruturas sociais que perpetuam a pobreza” e denunciou a “corrupção”.

Francisco mostrou-se preocupado com o que chamou de “colonização ideológica” da família, com “ataques insidiosos e programas contrários” ao matrimônio tradicional, à natalidade e ao direito à vida.

A viagem ficou marcada pela deslocação à ilha filipina de Leyte, a região mais afetada em novembro de 2013 pelo supertufão Haiyan. Francisco presidiu a uma Missa campal, junto ao aeroporto de Tacoblan, debaixo de fortes ventos e chuva, durante a qual centenas de milhares de pessoas rezaram pelas vítimas e seus familiares.

“Muitos de vocês perderam parte da família: apenas posso guardar silêncio, acompanho-os com o coração, em silêncio”, disse, numa intervenção improvisada, em espanhol, deixando de lado o texto preparado. O Papa pediu ainda aos filipinos para olhar  a Cristo. “Ele é o Senhor e Ele nos compreende porque passou por todas as provas que nos sobrevêm e junto a Ele na cruz estava a Mãe”. (…)“Não estamos sozinhos. Temos uma Mãe, temos Jesus, nosso irmão mais velho. Não estamos sozinhos. E também temos muitos irmãos.Neste momento de catástrofe vieram nos ajudar e também nos sentimos mais irmãos, quando nos ajudamos uns aos outros”.

A passagem pelo maior país católico da Ásia contou com várias surpresas do Papa argentino, que fez uma paragem surpresa junto a uma casa de pescadores na cidade de Tacloban, no percurso entre o aeroporto local e a Catedral de Palo, onde Francisco almoçou depois com 30 sobreviventes e familiares das vítimas.

Numa visita encurtada em quatro horas, devido à tempestade, o Papa quis deixar um sinal de proximidade junto dos “mais pobres dos pobres”, como explicou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

 

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Na sexta-feira, o Papa tinha feito outra paragem não programada, num centro para crianças abandonadas, dirigido por uma fundação católica, onde passou 20 minutos com mais de 300 crianças.

Os jovens estiveram no centro das atenções da manhã de domingo, num encontro que decorreu na única universidade pontifícia da Ásia: Francisco apresentou um discurso improvisado a partir do testemunho de Gyzelle Palomar, uma menina de 12 anos, acolhida por uma fundação católica depois de ter sido abandonada na rua.

A atenção pelos mais pobres foi levada ao palácio presidencial, no primeiro discurso em Manila, em que o Papa pediu o fim das “cadeias da injustiça e da opressão”.

Esta mesma mensagem foi transmitida aos membros do clero e dos institutos religiosos, que se reuniram com Francisco na Catedral de Manila para ouvir um desafio à transformação da “sociedade que se habitou à exclusão, à polarização e a uma desigualdade escandalosa”.

O Papa chegou às Filipinas depois de ter encerrado uma viagem de 48 horas ao Sri Lanka, na qual lançou vários alertas contra o fundamentalismo e apelou ao diálogo inter-religioso em favor da paz, condenando o uso da fé para justificar a violência.

“Devemos ser claros e inequívocos ao desafiar as nossas comunidades a viver plenamente os princípios da paz e da coexistência, que se encontram em cada religião, e denunciar atos de violência sempre que são cometidos”, afirmou, durante um encontro com responsáveis das principais comunidades religiosas.

No antigo Ceilão, o Papa canonizou o padre José Vaz (1651-1711), nascido em Goa, então território português, e tornou-se o primeiro pontífice a visitar o norte do Sri Lanka, de maioria tâmil, simbolizando o processo de “reconciliação” após quase três décadas de guerra civil.

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