No Evangelho segundo Mateus, as bem-aventuranças (Mt 5,1-12) estão no início do Sermão da Montanha (Mt 5-7), a primeira pregação de Jesus, na qual fala da proposta do Reino de Deus, de um mundo mais justo e mais humano. Apresenta um projeto de vida a partir dos valores do “Reino de Deus”, proclama “bem-aventurados”, “felizes”. Onde está a felicidade? Como viver feliz? Jesus responde nas bem-aventuranças, mostra como se deve agir, sinalizando o caminho da felicidade, da autorrealização, a busca de todo ser humano.
Nas bem-aventuranças Jesus, em primeiro lugar, proclama “bem-aventurados” – “felizes” os pobres, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça: são os que procuram cumprir a vontade de Deus e colaboram na construção de seu Reino. Em segundo lugar, orienta as atitudes que os discípulos devem assumir para serem felizes: a misericórdia, a sinceridade de coração, a promoção da paz, a perseverança diante das perseguições, essas são as atitudes que correspondem ao compromisso pelo “Reino”. No seu conjunto, as “bem-aventuranças” são uma mensagem de esperança, anunciam o amor de Deus e que Ele está Conosco e mostra que sua vontade é a realização e a vida plena, a felicidade de todo ser humano.
As Bem-Aventuranças, proclamadas por Jesus, continuam relevantes para os dias de hoje, nos oferecem um projeto de vida, um caminho para nossa felicidade e realização pessoal. Para viver as bem-aventuranças é fundamental compreender que elas são um modo de ser, pensar e agir, um estilo de vida e não apenas um conjunto de regras a serem seguidas. As bem-aventuranças não são um ideal distante, mas um guia prático para viver uma vida com sentido em busca da nossa realização. Elas nos convidam a cultivar valores que podem transformar nossas vidas e a realidade em que vivemos, o mundo cada vez mais marcado pela violência, desigualdade, discriminação e individualismo.
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