Revista de Aparecida

Bendito o que vem em nome do Senhor

As dioceses e arquidioceses de tempo em tempo vivem um momento especial de acolhida de um novo pastor

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Escrito por Pe. Rodrigo Arnoso, C.Ss.R.

30 ABR 2026 - 07H00

Thiago Leon

A Igreja, por meio do Direito canônico, estabelece que o bispo, ao atingir 75 anos de idade, deve apresentar livremente a sua carta de renúncia aos ofícios que lhe compete, ao Papa. A aceitação da renúncia vem unida ao anúncio da chegada de um novo pastor. Do anúncio do novo bispo até a celebração que marcará o início da missão em uma Igreja Particular, são vários os momentos e preparativos que marcarão a caminhada da comunidade diocesana, que se organiza para bem receber o seu novo pastor.

O anúncio do nome daquele que assumirá a diocese é o primeiro momento que marca a partida de um bispo, a fim de acolher um novo. O nome de um novo bispo para uma diocese nasce de uma ampla consulta que a Igreja faz, a fim de encontrar um pastor capaz de dar continuidade aos projetos diocesanos e implementar outros elementos, que sejam capazes de fazer da Igreja Particular uma verdadeira testemunha do discipulado de Cristo. O nome do novo bispo é aguardado com muita expectativa, e uma vez anunciado, todos que estarão sob seu pastoreio são convocados a rezarem, para que seu ministério seja fecundo.

Na celebração da eucaristia a comunidade eclesial encontra seu ponto de chegada e de partida. No dia do anúncio do novo bispo diocesano, a diocese é convocada pelo administrador diocesano ou apostólico a render graças pela vida daquele que está chegando. Ao redor da mesa da Palavra e da mesa da Eucaristia a Igreja agradece pela vida daquele que está cessando seu ministério, e eleva ao Pai uma fervorosa prece pelo ministério daquele que está chegando.

Tomada de alegria, toda a diocese é convocada a preparar a celebração na qual o novo bispo tomará posse da sua cátedra, isto é, da cadeira de onde ele será chamado a educar, santificar e governar todo o povo a ele confiado pelo Senhor. Na celebração de tomada de posse do ofício de bispo dois gestos são marcantes, a entrega do báculo pastoral, que indica o serviço do pastor, que deve trabalhar incansavelmente para que ninguém se sinta excluído do rebanho. São dignas também de nota as representações da Igreja Particular que se aproximam do bispo diocesano em espírito de comunhão e serviço, para testemunharem o desejo de estarem unidas ao pastor no anúncio do evangelho.

A chegada de um novo bispo deve ser marcada pela alegria do evangelho, pela esperança que nos faz caminhar e pela disponibilidade de todos em cooperar com aquele que chega para testemunhar a Palavra do Senhor, que tudo transforma. A escolha de um bispo não deve responder aos gostos pessoais de grupos, mas deve ser expressão de uma Igreja discípula-missionária, que trabalha sem se cansar para que o Reino de Deus aconteça plenamente entre nós.

“O nome do novo bispo é aguardado com muita expectativa, e uma vez anunciado, todos que estarão sob seu pastoreio são convocados a rezarem, para que seu ministério seja fecundo”

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