No dia 29 de junho a Igreja celebra a solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo. O primeiro apóstolo nos testemunha o generoso serviço de coordenação e animação da comunidade eclesial, na missão de continuar os passos de Jesus. O segundo nos apresenta a Igreja na sua tarefa missionária de conduzir todos, com amor, ao conhecimento do Evangelho. Nesse dia acontece também, na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística na qual o Papa impõe o pálio episcopal sobre os novos arcebispos.
O pálio episcopal vem da palavra pallium, que era um manto romano do século IV, o qual, sucessivamente, evoluirá para uma insígnia litúrgica. Ele é confeccionado com lã de ovelhas, tosquiadas no dia 21 de janeiro, data que a Igreja celebra a festa de Santa Inês. A sua confecção se dá pelas mãos de religiosas beneditinas, residentes em Roma. Após sua feitura, eles são colocados junto ao túmulo de Pedro. Ali ficam guardados até o dia da bênção e imposição sobre os ombros dos novos arcebispos.
Essa insígnia contém alguns importantes significados, que nos ajudam a entender toda a sua força simbólica. Ela não é um adereço litúrgico, mas na sua essência aponta para um generoso serviço de pastoreio, exercido por alguém que assume a missão de cooperar com a missão da Igreja no cuidado generoso de uma parcela do povo de Deus.
O pálio é utilizado pelo Papa e pelos arcebispos metropolitanos. Os arcebispos que o usam são chamados a testemunhar a importante unidade, que deve existir entre as Igrejas locais e a Igreja de Roma, que é mãe e cabeça de todas as Igrejas presentes na cidade romana e no mundo. Ele também faz ver a autoridade pastoral daquele que é chamado a auxiliar na animação de uma província eclesiástica, que é formada pela unidade de um conjunto de dioceses. E por fim, nos remete à figura do Bom Pastor, que retira do chão a ovelha ferida e a carrega em seus ombros.
Essa insígnia tem o formato de uma ovelha. Traz no seu conjunto cinco cruzes, que nos remetem às chagas de Cristo. Nela são colocados três espinelos ou espínulas, que nos remontam aos pregos que foram utilizados na crucifixão de Cristo. Por isso, guiado pelo Espírito de Deus, aquele que usa o pálio é chamado a ser um zeloso servidor entre os servidores.
O novo arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, receberá essa insígnia no próximo dia 29 de junho, na cidade de Roma, em missa presidida pelo Papa Leão XIV, que o nomeou para o governo da Arquidiocese de Aparecida. Junto à Cátedra de Pedro ele confirmará o lema que alimenta seu episcopado: “Testemunhar e servir”.
Bendito o que vem em nome do Senhor
O texto explica o processo de renúncia e sucessão de bispos na Igreja, destacando a importância da acolhida, da oração e da comunhão na chegada de um novo pastor.
Tríduo Pascal: o coração do ano litúrgico
O Tríduo Pascal celebra, ao longo de três dias, o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, culminando na renovação da fé e da vida da Igreja.
O diálogo entre Liturgia e Piedade Popular no Tempo Quaresmal
Práticas quaresmais unem liturgia e piedade, conduzindo à conversão por meio da oração, jejum, caridade e preparação para o Tríduo Pascal.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.