Jesus nasceu em meio a um povo que era dado à oração. O povo de Deus sempre ressaltou o valor da oração como diálogo com o Pai. Ao reunir-se com seus discípulos, o Senhor com eles rezava. No Evangelho de Lucas são muitas as passagens que nos apresentam um Jesus orante. Já no Evangelho de João, o verbo que se fez carne entre nós, antes do episódio da cruz, reúne-se com seus amigos e numa atitude de serviço lava os pés de cada um, e depois, tomando o pão e o vinho, rende graças, abençoa e os entrega aos seus discípulos como alimentos que geram a vida eterna.
O retrato da primeira comunidade cristã testemunha que os discípulos de Jesus eram unânimes na prática da oração, e junto deles estava sua mãe, a Virgem Maria. Ainda no Novo Testamento encontraremos muitos testemunhos dos apóstolos que iam à Sinagoga, com os outros discípulos do Senhor, para rezar. Todavia, pouco a pouco os cristãos foram construindo seu jeito próprio de rezar, deixando o Templo e a Sinagoga para erigir espaços e criar ritos próprios de oração. Em resposta ao pedido de Jesus, na ceia derradeira, a oração cristã passa a ser feita em memória do Senhor, o tornando sempre presente, em meio aos seus discípulos.
No Novo Testamento o testemunho mais antigo sobre a celebração eucarística encontra-se em 1Cor 11. Paulo, na sua tarefa de formar, cuidar e manter viva a fé de suas comunidades, recorda que a eucaristia é o alimento central da comunidade eclesial. Por isso, é preciso estar atentos ao modo que celebramos e que participamos da mesa do Senhor. Nos textos patrísicos o primeiro testemunho nos será oferecido por Justino. Do texto colhemos o dia da reunião dos cristãos que vinham dos campos e da cidade, que se dava no domingo. No texto encontramos uma incipiente ação ritual que se dá em torno da escuta dos Profetas e dos Apóstolos e da partilha do pão e vinho eucaristizados. No final, aqueles que participavam eram chamados a entregar parte do que possuíam, a fim de suprir as necessidades dos mais pobres.
Desde os primórdios a celebração da Eucaristia foi compreendida como uma ação de toda a comunidade eclesial, que por ritos e preces atualiza o mistério da nossa salvação. Essa teologia foi amadurecendo no decorrer do tempo. Aos poucos foram surgindo os livros litúrgicos que testemunham aquilo que a Igreja reza e acredita. Hoje, como Igreja em oração, continuamos a celebrar a Eucaristia, que para todos nós deve ser compreendida como fonte perene de espiritualidade cristã e escola de discípulos-missionários.
O diálogo entre Liturgia e Piedade Popular no Tempo Quaresmal
Na Quaresma, por meio da liturgia, da piedade popular, do jejum, da oração e da caridade, a Igreja nos conduz a uma profunda conversão e à vivência autêntica da fé rumo ao Tríduo Pascal.
Vivendo um caminho de conversão
Anualmente, como comunidade eclesial, somos chamados a viver o tempo quaresmal. O início deste tempo litúrgico se dá com a celebração da Quarta-Feira de Cinzas.
Os sinais da esperança na liturgia do Natal
A liturgia do ciclo do Natal nos convida à esperança: no Advento, rezar e esperar; no Natal, celebrar a encarnação e a luz que renova a vida.
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