A imagem retoma três histórias da Sagrada Escritura. O Gênesis e duas passagens do Evangelho de João (Jo 3,1ss. e 9,1ss.).
Nicodemos era um fariseu conhecedor da tradição da aliança e da lei mosaica, mas estava aberto e desejoso de conhecer Cristo. Encontra Jesus à noite, dizendo-lhe que ninguém pode cumprir os sinais que Ele cumpre se Deus não estiver com ele, por isso sabe que Jesus é um Mestre (Jo 3,2).
Cristo responde a Nicodemos que para ver é necessário olhar de forma diferente, é preciso nascer de novo, referindo-se ao batismo, mas Nicodemos não entende. Na imagem, Nicodemos tem uma lâmpada na mão, justamente para mostrar seu esforço em ver Cristo, porque o encontra à noite. Mas na Transfiguração vimos Cristo, Filho de Deus – vivendo a vida divina da filiação que é Zoé, que é a Luz. Nicodemos vai ao encontro de Jesus à noite e leva uma lâmpada, mas a luz que vem de fora não ilumina.
Cristo é a luz do mundo, mas para ver essa luz, e ver a humanidade como uma lâmpada acesa, não basta sermos criados, mas gerados do alto. É necessário ser gerado pela água e pelo Espírito Santo. Na Eucaristia somos consanguíneos com o Cristo mais do que com nossos genitores, e por isso, regenerados pelo Espírito Santo em Cristo participamos da sua vida, aquela que é a luz. Só em Cristo nossa natureza humana pode manifestar a vida que é a luz.
O episódio do cego de nascença manifesta uma nova criação (Jo 9,1-38)
O homem foi criado da terra e do sopro de Deus Pai, por meio de seu Filho. Agora Cristo faz lama com a saliva – para os antigos a saliva era a condensação do respiro – , portanto, justamente a água e o sopro de Cristo dão novamente a visão ao cego. Na imagem vemos o cego segurar a lama nas mãos enquanto Cristo lhe abre os olhos. O cego vê e a partir daí a nova criação em Cristo.
Na verdade, essa passagem se conclui com a pergunta: “‘Crês no Filho do homem?’. Ele respondeu: ‘Quem é, Senhor, para que eu nele creia?’. Jesus lhe disse: ‘Tu o vês, é quem fala contigo’. Exclamou ele: ‘Creio, Senhor!’. E prostrou-se diante dele” (Jo 9,35-38).
O Dilúvio Universal e Noé planta a vinha
O texto relaciona o Dilúvio como purificação da humanidade com o recomeço simbolizado por Noé e a vinha, apontando para a nova aliança em Cristo.
Maldita seja a terra por tua causa (Gn 3,17-19.23-24)
Após o pecado, o ser humano passa a viver sob o peso do sofrimento, do trabalho e da morte, afastado do Paraíso, mas com a esperança de redenção aberta pelo sacrifício de Cristo.
A terra oferecida ao homem como domicílio agora é sepultura
Esse mosaico nos mostra que a terra não é mais o jardim extraordinário em que Deus o colocou para ser seu guardião. Deus vê a fragilidade do homem, então o reveste com túnicas de peles de animais, para protegê-lo em sua vulnerabilidade.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.