Revista de Aparecida

Ele vive e venceu! Aleluia!

Escrito por Victor Hugo Barros

31 MAR 2026 - 07H00 (Atualizada em 31 MAR 2026 - 16H25)

Divulgação

Com toda a Igreja, celebramos os mistérios centrais da nossa fé neste mês de abril. Temos a grata alegria de, com Cristo, por Cristo e em Cristo, reviver, na Liturgia, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Se bem vivermos estes momentos, seremos capazes de morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova, de amizade com Deus.

É antiquíssima a celebração da memória do sofrimento e do triunfo de Jesus. Santo Ambrósio, no século quarto, já se refere ao período entre a Quinta-feira Santa e o Domingo de Páscoa como “Tríduo Sacro”. No século quinto, Santo Agostinho, “pai espiritual” do Papa Leão XIV, utiliza a expressão “Sacratíssimo Tríduo” para marcar estas datas, intrinsecamente ligadas entre si.

Jesus nos amou ao extremo e nos mandou fazer o mesmo com nossos irmãos: “Assim como eu vos amei, amai-vos uns aos outros” (Jo 13,34). Para nos salvar de nossos pecados, “humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8). Não sem motivo, “o povo de Deus, a Santa Igreja, tem grande devoção à Paixão do Senhor e chora com amor verdadeiro a morte do Senhor” (Venerável Padre Vítor Coelho de Almeida, C.Ss.R.).

Ápice do Ano Litúrgico, o Tríduo Santo é encerrado com a proclamação de que Cristo, nossa Páscoa (cf. 1Cor 5,7) “pela morte venceu a morte e deu a vida aos que estão nos túmulos” (Tropário da Páscoa). Celebramos esta verdade ao longo de oito dias, na chamada Oitava da Páscoa, e por todo o ciclo pascal, “para proclamar as maravilhas daquele que vos chamou das trevas para sua luz admirável” (1Pd 2,9), afirmando que “Cristo ressuscitou dos mortos, como o pioneiro dos que dormiam o sono da morte” (1Cor 15,20).

Neste ano, esta festa solene é revestida de ainda mais alegria. Em primeiro lugar porque nosso coração se enche de gratidão a Deus pela vida e vocação de Dom Orlando Brandes. Por nove anos, você pôde receber a Carta do Arcebispo assinada por ele, que ao longo deste mesmo tempo, governou a Arquidiocese de Aparecida. Em março, o Papa Leão XIV aceitou a renúncia de Dom Orlando, e nomeou Dom Mário Antonio da Silva como novo pastor arquidiocesano. Consequentemente, ele se torna também aquele que dirige, com coração de pai, as ações da Família dos Devotos.

Dom Mário acumula diversas atividades na Igreja, onde sempre atuou de forma missionária e solidária com os mais vulneráveis. Como Família dos Devotos, saudamos nosso novo arcebispo, rogando diante da Padroeira do Brasil para que ela, de seu trono, abençoe os trabalhos do prelado junto aos romeiros da Senhora Aparecida e o povo a ele confiado.

Esta edição da Revista de Aparecida detalha a história do novo arcebispo e recorda quantas belas coisas fizemos junto ao pastoreio de Dom Orlando. Ao mesmo tempo, preparamos conteúdos especiais para guiar sua reflexão durante o Tríduo Santo e o Tempo da Páscoa.

É nossa forma de agradecer sua doação generosa, que nos permite fazer brilhar a luz do Ressuscitado, que vive e venceu. Esta é a razão da nossa fé, que da Igreja recebemos e que com ela celebramos, em unidade com nossos pastores.

Agradecemos sua fidelidade conosco e desejamos a você e sua família uma feliz e santa Páscoa, na companhia da Senhora Aparecida e do Santíssimo Redentor!

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