Com o tema “Fraternidade e amizade social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8), a Campanha da Fraternidade chega a sua 60ª edição no Brasil. A temática, trabalhada de forma mais forte durante a Quaresma, quer unir o período dedicado ao jejum e a oração às ações concretas em favor do outro.
“A Campanha da Fraternidade, dentro do caminho penitencial da Igreja, propõe todos os anos um convite de conversão. E aí, nesse caso, é um convite à conversão, à amizade social e do reconhecimento da vontade de Deus de que todos sejam irmãos e irmãs”, explica Cláudio Vieira, coordenador da Campanha da Fraternidade do Regional Sul 1 da CNBB.
A temática retoma a amizade social, termo utilizado pelo Papa Francisco para indicar “o amor que se estende para além das fronteiras” (Fratelli Tutti, 99). Para isto, Vieira propõe uma reflexão sobre a imagem de José do Egito, uma das figuras retratadas na Fachada Norte do Santuário Nacional.
“Quando perguntam a José o que ele está procurando ele diz assim: ‘estou procurando os meus irmãos’. Está na hora de procurarmos nossos irmãos e por isso, mais do que nunca, este grande apelo da amizade social em 2024”, reflete.
Mais do que apenas refletir sobre a fraternidade, a iniciativa visa ações concretas em favor do outro. “Trazer a amizade social para o cotidiano são as propostas do agir”, explica.
Para incentivar os fiéis nas reflexões, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propôs diversos subsídios para as paróquias e comunidades do país. Também para esta edição foram preparados o cartaz e um hino ligados ao tema da Campanha, que devem motivar a caminhada quaresmal da Igreja no país.
Eucaristia, pão dos caminhantes
A Eucaristia, apresentada pela Igreja como fonte e centro da vida cristã, também fortalece a vivência da sinodalidade. Dom João Justino reflete sobre a importância da comunhão eclesial, da assembleia litúrgica e da celebração de Corpus Christi para a caminhada da Igreja.
Maria, um exemplo de sinodalidade
O Magistério da Igreja é amplo ao apresentar a presença de Maria na história da salvação. Ela é modelo de virtudes, fé e perseverança para os cristãos, como destaca a Constituição Dogmática Lumen Gentium, de São Paulo VI, publicada em 1964.
Maria, o rosto sinodal da Igreja
O texto apresenta Maria como modelo de Igreja sinodal, destacando seu papel de comunhão, escuta e missão, inspirando os fiéis a viverem unidos na fé e a levar Cristo ao mundo.
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