Neste mês, completam-se 10 anos da canonização de Madre Teresa de Calcutá, hoje venerada como Santa Teresa de Calcutá, cuja memória celebramos no dia 05 de setembro. Ela é a fundadora das Missionárias da Caridade, presentes em mais de 130 países. Madre Teresa, como é popularmente conhecida, dedicou sua vida aos mais pobres, abandonados e doentes. Sua vida, missão e obras foram marcadas pela presença, proximidade e cuidado para com os necessitados do seu tempo. Não é possível imaginar seu rosto sem um largo sorriso, expressão de sua alegria em servir a Deus na pessoa do próximo.
Também na data de sua memória, celebramos, no calendário civil, o “Dia dos Irmãos”. Podemos falar dos nossos irmãos de sangue, mas também dos nossos irmãos em Cristo. Se somos Igreja, formamos, em Cristo, um só corpo e um só espírito! Pelo batismo, somos filhos amados de Deus e irmãos na fé, na esperança e na caridade. Afinal, caminhamos sempre juntos! A Igreja nasce do coração indivisível da Trindade, que é comunhão. Somos irmãos porque professamos a mesma fé, somos amados pelo mesmo Deus, comemos do mesmo pão e bebemos do mesmo cálice (cfr. 1Cor 10,16-17). Somos irmãos ainda porque peregrinamos e trilhamos juntos o caminho da vida, na feliz expectativa de estarmos um dia todos juntos e felizes com Deus, contemplando-O face a face.
Para Santa Teresa, a “Madre do Século XX”, o necessitado não era “um estranho”, alguém que não merecesse seu cuidado e sua atenção. O pobre era seu próximo; o abandonado era parte de sua missão; e o doente era seu irmão. Ela via no rosto dos necessitados do seu tempo o rosto chagado do próprio Cristo. Seu coração estava de tal modo configurado ao coração de Cristo que ela poderia dizer, como São Paulo: “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim...” (Gl 2,20).
O saudoso Papa Francisco, na Santa Missa de sua canonização, há uma década, disse: “A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres” (Homilia do Papa Francisco, Missa de canonização de Madre Teresa de Calcutá, 4 de setembro de 2016). Deus é sempre próximo de cada um de nós, sobretudo dos mais necessitados, pobres e doentes. Ele é o “Deus conosco”! Está sempre ao nosso lado, como companheiro e parceiro de caminhada. E nós O encontramos na vida de tantos irmãos e irmãs na fé, como é o caso de Santa Teresa de Calcutá, a santa dos pobres, que se une a tantas outras mulheres que fizeram da caridade e do serviço aos necessitados o centro de suas vidas, como Santa Dulce dos Pobres, Santa Rosa de Lima e Santa Josefina Bakhita.
Que nossa Madre Teresa, do Céu, nos alcance de Jesus a graça de viver o dom da caridade universal! Que o nosso próximo seja, realmente, o nosso irmão. Nada é por acaso: se celebramos a memória de Madre Teresa no “Dia dos Irmãos”, é para que sejamos irmãos daqueles por quem a santa tinha especial predileção: os mais pobres, os doentes e os necessitados.
Deus abençoe você, e vivamos como irmãos e irmãs em Cristo!
A ternura paterna: sem esse dom, o que seria de nós?
Nos tempos atuais, marcados pela chamada “maternidade solo”, cresce o número de filhos sem a presença paterna. Os impactos podem ser diversos e os efeitos dessa ausência não são inevitáveis.
O valor da família: qual é o nosso dever?
O texto reforça a importância da família como Igreja doméstica, destacando o amor, a presença de Deus e os ensinamentos da Amoris Laetitia para fortalecer os lares cristãos.
Doar-se por amor: eis a missão nossa de cada dia!
O texto reflete sobre a doação como expressão máxima do amor cristão, destacando a doação de órgãos como gesto de cuidado, solidariedade e defesa da vida.
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