Antes de entrar na casa de milhões de brasileiros pela TV Aparecida, antes das imagens em tantas igrejas e de ser invocada por milhões de pessoas em diferentes lugares do mundo, Maria esteve inserida em uma pequena comunidade de discípulos. A mãe de Jesus participou dos primeiros passos da Igreja e, com sua presença, testemunhou uma fé que se colocava a serviço da missão.
A Bíblia apresenta Maria em diferentes momentos da história da salvação. Ela aparece como aquela que acolhe a Palavra, que se coloca a caminho, que percebe as necessidades dos outros, que acompanha Jesus e que permanece junto à comunidade mesmo depois da Ressurreição.
Antes mesmo da Visitação, o Evangelho de Lucas apresenta Maria como aquela que acolhe a Palavra de Deus e responde com disponibilidade: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Sua resposta não fica restrita ao âmbito pessoal. O “sim” de Maria se transforma em caminho e serviço.
No Magnificat, durante a visita a Isabel, Maria também proclama as grandes obras realizadas por Deus: “Minha alma engrandece o Senhor” (Lc 1,46). O cântico revela uma mulher que reconhece a ação divina e anuncia, com alegria, aquilo que Deus está realizando. Maria não guarda a experiência da fé apenas para si: ela a celebra e a partilha. Um dos primeiros retratos de Maria depois da Anunciação é justamente o de uma mulher que parte ao encontro de outra pessoa.
Maria não permanece parada diante da experiência que havia acabado de viver. Ela se coloca a caminho. Leva consigo o próprio Cristo e, ao chegar à casa de Isabel, leva também alegria, esperança e a Boa Nova. A Visitação pode ser compreendida como uma das primeiras manifestações da missão evangelizadora de Maria.
Depois da Ascensão de Jesus, o livro dos Atos dos Apóstolos apresenta uma cena particularmente importante. Os discípulos retornam a Jerusalém e permanecem reunidos em oração. Entre eles está Maria, mãe de Jesus. “Todos eles perseveravam na oração, com um mesmo espírito, junto com algumas mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus” (At 1,14). É uma das últimas referências bíblicas à presença de Maria e, ao mesmo tempo, uma das mais significativas para compreender sua relação com a Igreja nascente. Maria está no meio da comunidade que espera o Espírito Santo.
A história de Maria nas primeiras comunidades cristãs ajuda a compreender também o sentido da devoção mariana hoje. Maria está presente, mas sempre aponta para outro e que precisa sair ao encontro das pessoas.
O “sim” de Maria, a Mãe de Jesus
Foi através do “sim” (Lc 1,38) de Maria, que a humanidade pôde ser redimida em definitivo na ação onipotente de Deus Pai, por meio do sacrifício de Jesus.
Assunção de Maria: esperança para o povo que caminha
Celebrada no dia 15 de agosto, ela nos recorda que Maria, ao final de sua vida terrena, foi elevada à glória de Deus em corpo e alma.
Maria, Mãe da Igreja
O texto destaca Maria como Mãe da Igreja, exemplo de fé e presença materna que acompanha os cristãos no caminho de Cristo e da comunhão fraterna.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.