Entre os títulos que Nossa Senhora recebe em sua ladainha há três deles que me encantam por trazerem consigo, ao mesmo tempo, a singeleza e a fortaleza em seu simbolismo: Arca da Aliança, Porta do céu, Estrela da Manhã. Os seus significados podem nos levar a uma bonita reflexão sobre a missão da Mãe de Jesus, a mulher singular de Nazaré que marcou a História da Salvação. Afinal, foi através do “sim” (Lc 1,38) generoso e livre de Maria, que a humanidade pôde ser redimida em definitivo na ação onipotente de Deus Pai – por meio do Espírito Santo – e por meio da missão e sacrifício de Jesus, o Cristo. Maria participa da obra da salvação da humanidade como a Mulher Mãe que dá a vida àquele que é a própria Vida, desde sempre e para sempre. É um mistério para nós e um plano de amor para Deus!
Na ladainha, Maria é denominada a Arca da Aliança. Aqui será necessário compreender que a Arca da Aliança no Antigo Testamento era o local onde ficavam guardadas e protegidas as placas de pedra nas quais estavam gravados os Dez Mandamentos, que regiam a conduta do povo eleito. A Arca significava também a aliança de Deus com o povo e a presença dele em seu meio. Dessa maneira, referir-se a Maria como a Arca – guardadora, protetora – da mais perfeita Aliança entre o céu e a terra – é um título que nos ensina a continuidade e ao mesmo tempo a completude da História da Salvação, em um tempo e espaço no qual o Verbo se fez carne e veio morar no meio de nós (Jo 1,14).
O título Porta do Céu nos remete à segunda parte da Ave-Maria: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”. A Mãe de Jesus, Deus Encarnado, é aquela que caminha conosco – pecadores que somos. Pedimos socorro naquele minuto que rezamos, mas também para o momento derradeiro de nossa vida terrena. Na prece contida, o desejo de ter a presença tranquilizadora de Maria nas lutas diárias e no encontro definitivo com Deus.
E, por fim, honrar Maria com o título Estrela da Manhã é um ato sublime. Leva-nos à contemplação de um cenário belo, perfeito e digno. Pois assim é contemplar com os olhos da fé a estrela da manhã nos primeiros momentos do dia. Não há perigo ou ruído; apenas o silêncio. Quando do nascimento de Jesus, o evangelista sutilmente nos apresenta o silêncio de Maria: “Maria, porém, conservava todas estas recordações, meditando-as em seu coração” (Lc 2,19). Aprendemos dela esse silêncio quando ao contemplá-la na pequenina imagem de Nossa Senhora Aparecida em seu santuário bastam os olhares cansados, chorosos, esperançosos, sem dizer, por vezes, uma palavra.
Maria, a de “Nazaré” e “Aparecida”, é a Mãe de Jesus, forte, segura e bela. Discípula perfeita da Palavra, mulher cheia da graça, mãe fiel nas Bodas e na Cruz. A ela, uma vez mais, uma prece: “Ensina o teu povo a rezar, Maria, Mãe de Jesus. Que um dia o teu povo desperta e na certa vai ver a Luz. Que um dia o teu povo se anima e caminha com teu Jesus”.
Assunção de Maria: esperança para o povo que caminha
Celebrada no dia 15 de agosto, ela nos recorda que Maria, ao final de sua vida terrena, foi elevada à glória de Deus em corpo e alma.
Maria, Mãe da Igreja
O texto destaca Maria como Mãe da Igreja, exemplo de fé e presença materna que acompanha os cristãos no caminho de Cristo e da comunhão fraterna.
Lâmpadas da Salvação
O texto explica os quatro dogmas marianos como luzes da fé que revelam o papel de Maria na história da salvação e ajudam os fiéis a compreenderem melhor o mistério de Cristo.
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