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Revista de Aparecida

Porque um dia mundial dos pobres

A Igreja instituiu o Dia Mundial dos Pobres em um domingo de novembro. Mas, com tantos “dias mundiais”, vale perguntar: porque mais um?

Escrito por Pe. Márcio Fabri dos Anjos, C.Ss.R.

07 NOV 2022 - 09H45 (Atualizada em 11 JAN 2023 - 08H01)

Thiago Leon

Papa Francisco responde direto. É para examinar a consciência comunitária e individual se a pobreza de Jesus Cristo é a nossa fiel companheira de vida. Esse exame de consciência não é simples. Nossas práticas mostram lindas coletas de alimentos para os pobres. O apóstolo S. Paulo também fazia, mas viu que precisava de algo a mais para quem se diz cristão e não liga para os pobres. Então reforçou que “se Jesus Cristo se fez pobre por nós” (2Cor 8,9), ninguém pode segui-lo sem ligar para os outros que estão na pior. Não é questão de dinheiro nem de ficar na pior para aliviar os outros, mas de buscar a igualdade (2Cor 8,13).

O desafio começa dentro de nós, pelo sentir e ver os outros como parte de nós mesmos. Os pobres são sempre um espelho que mostra as atitudes escondidas em nosso coração. Revelam como sentimos e lidamos com as causas da pobreza. A pandemia mostrou como ricos e pobres estamos no mesmo barco. Muitos tiraram lições divinas de solidariedade; outros aproveitaram para ganhar; o povo ficou mais pobre e o sistema financeiro mais rico.

A pobreza surge de situações como pandemia e guerras, mas tem raízes mais profundas no desinteresse de ver as causas da pobreza. E pior ainda, culpar os pobres por estarem na pobreza, quando de fato lhes faltam alimentos, educação básica, condições de saúde e ambiente. Um ambiente físico sadio, mas também um ambiente respeitoso, sem violência, participativo.

Então nossa consciência precisa ficar mais esperta para interpretar. Assim, ter a pobreza de Jesus como companheira é abrir a consciência para a assistência e para a transformação social. Ir além dos interesses próprios e apoiar práticas de “políticas públicas e familiares” que gerem leis e formas de governo decididas a superar as desigualdades.

O Papa conclui que não há desculpa para não ter a pobreza de Jesus como companheira de vida. Pois, se não podemos estar na ação entre os pobres, podemos sempre contribuir para superar as causas da pobreza ao nosso redor, nas famílias, na economia, nas políticas, no ambiente, e dentro de nós mesmos, em nosso modo de ver e interpretar. Faça um teste de consciência e veja como vão você e sua comunidade na misericórdia para sentir os pobres e se empenhar contra as causas das pobrezas.


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