O Documento de Aparecida afirma que somos “Discípulos-Missionários de Jesus Cristo” a serviço da vida. A identidade da Igreja é evangelizar. Isso nos faz despertar a consciência de um catolicismo mais missionário em cada batizado. Vocacionados à Missão, o Senhor conta com nossos passos missionários, pois, somos peregrinos da esperança.
A Campanha Missionária de 2024 para este mês nos guia com o tema: “Com a força do Espírito, testemunhas de Cristo” e o lema: “Ide, convidai a todos para o banquete” (Mt 22,9), e quer promover um modo de vida sinodal estabelecendo a colaboração com as Igrejas mais pobres do mundo. O mandato de Jesus: “Ide”, nos impele e ressoa na história.
A primeira de todas as causas da vida do cristão e o máximo desafio da Igreja é a Missão. Por isso, homens e mulheres em todos os tempos sentiram esse apelo para anunciar a Alegria do Evangelho. Foi o que aconteceu também com Santo Afonso Maria de Ligório, que em 1732 organizou uma equipe de missionários para gastarem sua vida em favor dos mais pobres e abandonados, fundando a Congregação Redentorista na Itália, com a finalidade de continuar os passos do Redentor - Missionário do Pai.

Que bom falar dessa querida família religiosa que neste mês celebra os 130 anos da chegada ao Brasil. Esses pioneiros, “bávaros de fé”, testemunharam a força da Missão quando, já no ano de 1897, pregaram as Santas Missões no município de Areias-SP. Eles quiseram manter vivo o carisma e o objetivo para o qual surgiram. Gostamos de ser conhecidos como os Missionários de Aparecida, de Nossa Senhora e pelo anúncio explícito da Palavra de Deus nas Missões Redentoristas, que procuram evangelizar a pessoa integralmente, atualizando-se em sua metodologia, com dinamismo em suas estruturas e tendo sensibilidade para perceber as necessidades de cada época.
A Missão Redentorista constitui-se num momento forte de Evangelização na vida da comunidade cristã e tem como lema: “Unidos em Cristo, com Maria, para viver e crescer em comunidade”. Ela se organiza em quatro fases: a primeira - Missão da Visitação, com irmãs missionárias de outras congregações que compõem o grupo e, juntamente com os leigos das comunidades, organizam a Paróquia em Setores e centros de missão, fazendo um levantamento sociorreligioso e suscitando novas lideranças (coordenadores e auxiliares). A segunda fase - Missão nas Famílias, é o encontro nas casas. Cada família receberá o andorzinho com a imagem de Nossa Senhora “discípula exemplar” e um subsídio de oração com a reflexão da Palavra de Deus. A terceira fase é a Missão nas Comunidades, com a presença dos Missionários Redentoristas (Padres e Irmãos) com mensagens missionárias, o conteúdo querigmático, celebrações, encontros, procissões, momentos especiais de bênçãos, de conversão e de misericórdia para viver a alegria da fé em comunhão, resgatando os indiferentes e afastados, convocando a todos para participação. E, a quarta fase - Missão Continuada, no espírito de Deus, cada comunidade segue em frente a missão da evangelização incentivando a perseverança. Vejam como que, em cada fase, percebemos a hora da graça e quantos frutos podemos colher para nossa vida pessoal, espiritual e de grande proveito à Pastoral.
Deixo o convite para que você, QUERIDO PÁROCO, solicite essa ação evangelizadora das Santas Missões Redentoristas em sua Paróquia. Entre em contato: a12.com/missoesredentoristas.
Que a Mãe Aparecida, a Estrela da Evangelização, nos faça caminhar na esperança, como verdadeiro povo de Deus numa Igreja, toda Ela Sinodal e para dizer ao mundo que existe futuro.
O chamado vocacional e a sinodalidade
Agosto, por excelência na Igreja no Brasil, é dedicado ao “mês vocacional”, com temáticas voltadas a promoção das diversas vocações nascidas a partir do Sacramento do Batismo. Neste ano, o tema celebrado é “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão”.
O papel das vocações leigas na Igreja
A Apostolicam Actuositatem, fruto do Concílio Vaticano II, é um dos documentos do Magistério da Igreja que, justamente, trata do papel das vocações leigas.
Sinodalidade na Família
Ao longo dos séculos, a Santa Mãe Igreja, por meio de seu Magistério, convida os leigos a caminharem de forma conjunta. Entretanto, mesmo dentro da própria família, pode ser difícil produzir um espaço de comunhão e escuta. Na Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de 1981, o Papa João Paulo II destaca a participação familiar na comunidade cristã como “Igreja Doméstica” (nº 21), sinal de sinodalidade e unidade.
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