Por Allan Ribeiro Em Notícias

Igreja no Brasil intensifica campanha de combate ao vírus HIV

AIDS - Sham Hardy CC

Atuando na área de prevenção, na formação de agentes, no acompanhamento de pessoas que vivem e convivem com o vírus HIV, a Pastoral da Aids une forças em dezembro para lutar de forma mais ativa contra a doença. No mês em que todo o mundo volta os olhares à causa, dá-se início a uma campanha intensa que irá envolver as frentes pastorais em todo o Brasil.

O lançamento dessa campanha aconteceu no dia 29 de novembro, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF). A iniciativa tem como meta o incentivo ao diagnóstico precoce para HIV. O intuito, também, é dar acesso ao tratamento para a Aids, estratégia fundamental para evitar danos à saúde e reduzir a transmissibilidade do vírus.

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Em parceria com o Ministério da Saúde e o Departamento de Aids, o movimento apresentou os materiais que serão utilizados pelos agentes de pastoral nas ações. A campanha está sendo acentuada em 90 dioceses pelo país, em regiões prioritárias pelo alto índice de infecção ou por estarem em áreas mais vulneráveis ao HIV. Além disso, a campanha prevê spots em rádios, veiculação na TV e material impresso de informação.

O assessor da Pastoral, frei Lunardi, explica que esse ano a campanha conta com o apoio da cantora Fafá de Belém. Ele afirma que a participação dela será importante, tanto pela expressão que ela possui, quanto por pertencer a região norte do país, uma das mais afetadas pela doença. O religioso acrescenta que a ideia também é atingir a população feminina que fortemente é vítima da infecção.

A campanha estará em sintonia com a estratégia 90-90-90, da Unaids, que tem como meta fazer com que 90% das pessoas portadoras do vírus sejam diagnosticadas, 90% estejam em tratamento e 90% com supressão viral. Até 2030, a Unaids quer tornar o número de novas infecções baixo, a níveis não epidêmicos.

Frei Lunardi afirma ainda que se vive um novo momento de resposta Brasileira ao HIV. Ele coloca que não há mobilização social nem recursos econômicos que consigam dar conta de uma epidemia que avança de forma descontrolada e com custos tão altos, tanto em vidas como para o sistema de saúde. “Ou continuamos fazendo o mesmo, do mesmo jeito e iremos até quando não sei, amargando cada vez mais casos novos de infecção e óbitos, ou nos empenhamos neste esforço global convocado pela Unaids na tentativa de reduzir o HIV a níveis baixos, não epidêmicos”, questiona o assessor.

No Brasil 830 mil pessoas vivem com HIV, mas somente 55% fazem o tratamento; são notificados 44.000 novos casos por ano, entre 2010 e 2015 aconteceram 15 mil mortes anuais e 40% das infecções da América Latina estão no Brasil.

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