Por Laura Galvão Em Crescendo na Fé Atualizada em 12 NOV 2018 - 10H52

A história da princesa medieval que se tornou santa

Hoje queremos te apresentar Santa Isabel da Hungria. E você vai ficar P-A-S-M-O! Isso porque é uma história que poderia 'de boas' virar um filme de princesa da Disney, real, oficial! Se liga!

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Santa Isabel da Hungria

Era uma vez um rei que vivia no castelo de Bratislava, na Hungria. André II vinha de uma longa linhagem da família real e era casado com Gertrudes de Merânia. Em 1207, num ameno verão húngaro, eles tiveram uma linda princesinha: Isabel de Andechs (chamada também de Elisabeth, na Alemanha).

Ao mesmo tempo, no 'tão, tão distante' reino de Eisenach, um trovador desconhecido profetizou o nascimento de uma grande santa na Hungria. Hermann, conde da região, logo se apressou a encontrar o rei André II para firmar um compromisso de casamento entre Isabel e um de seus filhos.

Prometida em casamento desde bebê, o noivado com Ludwig IV aconteceu quando a princesa tinha apenas quatro anos de idade, no lindíssimo Castelo de Wartburg. Dez anos depois, assim que Ludwig assumiu o reinado, aconteceu o grande casamento.

Isabel e Ludwig eram muito apaixonados; tiveram três lindos filhos, eram cristãos católicos fervorosos e faziam acompanhamento com os frades franciscanos.

No entanto, a duquesa Sofia, sogra da princesa, e seus cunhados viviam tentando separar o casal. Isso porque não gostavam dos atos de caridade da princesa, os quais o esposo apoiava. Isabel dava comida para os andarilhos, ajudava financeiramente, e chegou até acolher um leproso no castelo.

Mas, mesmo com todas as artimanhas elaboradas por eles, Ludwig e Isabel tiveram um matrimônio muito feliz. E viveram felizes para sempre, ou ao menos até enquanto Ludwig viveu.

Foi aí que, sem remorso algum, seu cunhado se declarou rei, destituiu e expulsou do castelo a viúva e seus filhos, durante o rigoroso inverno alemão, sem pertences, dinheiro ou comida. Além disso, proibiram todo o povo da cidade de acolher a família.

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Eles vagaram pela neve até serem acolhidos por uma tia distante de Isabel. Mas, eis que – pense numa música triunfal! – voltam em cavalaria os companheiros de guerra de Ludwig, trasladando seu corpo. Eles exigiram que a família de Ludwig desse a Isabel aquilo que lhe era de direito.

Como Isabel queria viver uma vida de pobreza, seus filhos foram morar com amigos de seu pai e estudar em conventos. Enquanto isso, Isabel fundou um hospital e passou o resto de sua vida cuidando dos doentes e andarilhos.

Dias antes de morrer, conta a tradição que Nossa Senhora apareceu para a princesa, prometendo-a o céu na eternidade. Isabel faleceu com 24 anos e, aí sim, com toda a certeza que a Igreja nos dá, viveu, e vive, feliz para sempre e por toda a eternidade.


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