Por João Antônio Johas - Jovens de Maria Em Crescendo na Fé Atualizada em 03 ABR 2019 - 14H48

As promessas de Primavera na Palavra de Deus

Encontramos na Bíblia diversas passagens que nos falam dessa nova estação que começa nesta semana. A chegada da primavera, para os personagens bíblicos, era a passagem de um duro inverno (como não conhecemos no Brasil) e a promessa de dias mais amenos. Mas, além de uma simples troca de estação, à chegada da primavera está associada a esperança de novas colheitas e também da possibilidade de guerra. É um tempo movimentado, que pode nos ensinar muito ainda nos dias de hoje.

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Uma primeira promessa ligada à chegada da primavera já encontramos logo no livro do Gênesis, quando Deus fala a Abraão que vai voltar na primavera e então Sara terá um filho (Gn 18, 10). Vejamos que é justamente nesse tempo novo, onde as flores voltam a florescer, que também florescerá o ventre de Sara, em idade já avançada, para que se inicie o cumprimento da promessa de Deus de dar a Abraão uma descendência mais numerosa do que as estrelas do céu. Outra promessa é a das chuvas. Chuva que vem para matar a sede, fazer crescer as plantas, que permite os frutos e os alimentos.

Vemos então como a primavera está associada a experiências alegres, de renovação, de um novo suspiro de vida, de uma nova chance de ver-se cumprida a promessa do Senhor em nossas vidas. Quando falamos em uma “nova primavera”, como a que se diz, por exemplo, que o Concílio Vaticano II trouxe à Igreja, pensamos nesse aspecto da vinda de um tempo novo, melhor, com mais esperanças.

 

Entremos na primavera com esse espírito, com esperança e alegria, mas dispostos a lutar nossas batalhas de sermos pessoas melhores!

Mas a Bíblia traz ainda outro aspecto interessantíssimo. Outra experiência, bastante presente no Texto Sagrado por sinal, relacionada à primavera, é a de ser tempo de guerra. Não se guerreava durante o inverno porque as condições climáticas não favoreciam.

Os povos honrados retiravam-se das batalhas até que viesse novamente a primavera, tanto que fazer guerra nesse momento poderia ser considerado um ato de covardia, porque não se espera um ataque durante o duro inverno. A primavera é tempo de guerra, como podemos ver no livro das Crônicas: “Na primavera seguinte, na época em que os reis saem à guerra, Joabe conduziu o seu exército até a terra dos amonitas e a arrasou” (1Co 20, 1).

De primeira vista, isso pode parecer estranho, porque ao mesmo tempo que é um tempo de esperança e alegria, é um tempo de preparar-nos para a batalha. Isso nos faz lembrar uma passagem na qual o Senhor Jesus diz o seguinte: “Não vim trazer paz à terra, mas espada” (Mt 10, 34). Um versículo que parece de difícil compreensão, mas que une justamente essas duas realidades. Jesus, que é a Palavra encarnada de Deus, nos traz uma vida nova, nos traz o perdão e a reconciliação, e nos diz que traz também batalhas, espada.

O cristão autêntico sabe que essas realidades apesar de parecerem opostas, estão sempre presentes na vida daquele que quer ser santo. Jesus que diz ser manso e humilde de coração é o mesmo a dizer que quem quiser segui-lo há de tomar sua cruz.

Entremos na primavera com esse espírito que nos traz as Sagradas Escrituras. Com esperança e alegria, mas dispostos a lutar nossas batalhas por sermos cada vez melhores pessoas, católicos mais comprometidos em conhecer o Senhor e viver mais de acordo com seus ensinamentos. Dispostos a acolher todos os frutos que essas novas chuvas nos trarão e também a carregar nossa cruz pelas diversas lutas que o seguimento de Cristo nos conduzir.


Escrito por
Irmão João Antônio Johas (Redação A12.com)
João Antônio Johas - Jovens de Maria

Licenciando em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis, Pós-graduando em Antropologia Cristã pela Universidade Católica San Pablo em Arequipa, Peru.

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