Por Pe. Luiz Camilo Júnior, C.Ss.R. Em Crescendo na Fé Atualizada em 16 MAR 2020 - 15H40

É pecado não ir à missa aos domingos?

É interessante como esta pergunta é tão frequente entre nós. Mas para responder a ela, é necessário fazer uma profunda reflexão sobre o significado da Missa na vida do cristão.

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Foto: Felipe Guimarães
Missa da Juventude de Fevereiro - Foto: Felipe Guimarães

A vivência da fé vai pedir do coração uma resposta de amor a Jesus, como quando Ele perguntou a Pedro três vezes se ele o amava (Jo 21,15-17).

De certa forma, o pecado nos toca justamente quando esquecemos o que significa o amor de Deus em nossa vida e deixamos de colocar amor nas escolhas que fazemos e nas atitudes que temos. Sempre será necessário responder, com muita sinceridade no coração, quem é Jesus para nós e que lugar ele ocupa na nossa vida, nas nossas escolhas e nos nossos projetos e sonhos.

Refletindo sobre isso, já temos condições de perceber que faltar na missa por opção, ou por escolher outra prioridade, pode revelar que Cristo não está no centro de nossa vida e que temos feito escolhas fora dele. Sendo assim, o pecado nos toca, pois, se escolhemos ficar fora de Cristo, corremos o risco de não escolher a vida.

A missa aos domingos é momento especial de celebrar a Páscoa de Jesus. O domingo é o dia do Senhor, e é o dia especial de estarmos na casa do Senhor, para que, reunidos em torno dele, possamos nos fazer mais seus discípulos. A participação na missa de domingo é um testemunho de nossa pertença a Cristo e à sua Igreja. Rezar com a Igreja e como Igreja nos faz viver a comunhão na caridade.

Ir à missa, seja no domingo ou em outro dia da semana, não pode ser por mera obrigação religiosa. Deve ser, antes de tudo, uma busca sincera em dar esta resposta de amor a Cristo, que nos amou primeiro e nos amou com a vida. E é justamente nos momentos em não há nenhuma motivação para participar, nenhuma vontade pessoal em ir, que sou chamado a fazer um verdadeiro até de fé, pois viver a fé é ser capaz de não fazer unicamente aquilo que desejo, aquilo que me convêm, aquilo que é mais fácil e interessante no momento. Não vou à missa para satisfazer a minha vontade, mas sim para fazer a vontade do Pai. E para dizer sim ao querer de Deus, é preciso, muitas vezes, ter coragem de dizer não ao que eu quero. Assim Jesus nos ensinou a rezar: “Pai, seja feita a Tua vontade”.

Shutterstock/ Siam.Pukkato
Shutterstock/ Siam.Pukkato

Quando não vou à missa porque um motivo grave me impede: saúde, um problema de última hora, isso não é questão de pecado. 

Mas quando escolho não ir, porque preferi viver outra coisa que julguei ser mais interessante fazer no domingo, e às vezes só para ficar em casa mesmo, dormindo ou vendo TV, e o encontro com o Cristo e com a comunidade não foi uma prioridade no coração, então se torna pecado, pois a resposta que Jesus pede ao meu coração de discípulo: “Tu me amas mais do que estes?”, não é respondida com uma atitude de vida e de querer estar com ele para permanecer nele. 

Amor é escolha, e se escolho fazer outra coisa que não busca-lo na Eucaristia, isso demonstra que não estou dando a resposta de amor que Ele espera receber de mim. A participação na missa tem que ser esta resposta de amor que damos a Cristo, de reconhecer o lugar fundamental que Ele ocupa na nossa vida.

Escrito por
camilo_junior
Pe. Luiz Camilo Júnior, C.Ss.R.

É Missionário Redentorista
Escreve sobre liturgia e espiritualidade no A12.
Autor da Novena da Imaculada Conceição.

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