Por Pe. Evaldo César de Souza Em Notícias

Bartolomeu: a força missionária da sinceridade!

bartolomeu

Olá meu querido Jovem de Maria, discípulo de Jesus, cristão comprometido com a sua fé e com a Igreja. A estrela da evangelização de hoje é o Apóstolo São Bartolomeu, chamado também de Natanael, que deveria ser seu sobrenome. Pouco se sabe da vida desse homem de fé, mas um traço os evangelhos registraram e foi a partir dele que Jesus soube que Bartolomeu seria um apóstolo essencial para seu grupo – ele era um homem sem falsidade!

Bartolomeu era israelita, pertencia ao povo de Israel, era parte do povo da Antiga Aliança. Mas ao contrário dos fariseus, seus compatriotas, Bartolomeu tinha uma virtude que ainda hoje faz a diferença no caráter da pessoa: ele era um homem sincero, honesto, transparente. Jesus, que vê o coração é o íntimo de cada pessoa assim recebeu Bartolomeu: “Eis um israelita no qual não há falsidade”. Os que se julgavam sabedores da lei, os fariseus e saduceus, foram chamados de falsos e hipócritas por Jesus, enquanto que no meio do povo simples Jesus encontra corações bons e sinceros como o de Bartolomeu e reafirma assim que é possível recuperar a aliança entre Deus e povo.

A sinceridade é uma das virtudes mais esquecidas no mundo em que vivemos. As aparências tomaram conta de todos os espaços, mesmo os mais íntimos e familiares. Somos bombardeados por propagandas que nos vendem imagens, aparências, formas perfeitas, objetos que nos prometem a felicidade. De todos os lados o que recebemos são aparências de verdade, e cada vez mais, infelizmente, os homens se esquecem das essências e passam a valorizar as aparências. Seja em casa, no trabalho ou no lazer, julgamos as pessoas por aquilo que elas exteriorizam, e nos esquecemos de contemplar o interior de cada um. E nessa ansiedade de julgar pelo que vemos, ficamos decepcionados quando o conteúdo nada tem a ver com a embalagem. A falsidade, de produtos e pessoas, encanta num primeiro momento, mas depois só nos trazem problemas e dores de cabeça.

Tanto é assim, que a cada dia queremos fugir da verdade. Evitamos encarar os fatos como eles são, queremos mudar as coisas para não nos magoarmos e nem magoarmos o outro. Preferimos a doce mentira a dureza da verdade, ainda que a doçura da mentira se torne amargura ou hora ou outra. Preferimos viver numa fantasia a ser sincero. E nos decepcionamos com as pessoas quando descobrimos que elas foram falsas e mentirosas, sem perceber que também eu, se não me vigiar, vivo sempre agindo de maneira a esconder os fatos e a verdade. As aparências enganam, sufocam e até matam. E a única forma de ser completamente pleno e feliz é viver ao lado da verdade, por mais dura, difícil e dolorida que ela possa ser. Quem fala a verdade jamais tem medo do que virá no futuro!

Ao cristão, àquele que pretende ser fiel ao seu chamado de seguidor, cabe viver e proclamar a força da sinceridade e da verdade. Ainda que a verdade exija de nós compromisso, responsabilidade e coragem, nada supre a alegria que brota de nosso coração quando falamos a verdade e somos sinceros. A verdade salva famílias e relacionamentos; a verdade garante a dignidade humana e social; a verdade alimenta bons sentimentos e respeito pelo outro; a verdade será sempre uma boa escolha. E no fim das contas, Jesus, nosso mestre, vê o interior, onde residem as verdades da vida, mesmo aquelas que eu não revelo a ninguém. Quando olha em nossa direção Jesus tudo vê, querendo eu ou não. Possamos ser recebidos por ele como o foi Bartolomeu, que sem dizer nenhuma palavra recebeu de Jesus a palavra que o consagrou como apóstolo – Bartolomeu, você é um homem sincero, em você não há falsidade! Será que Jesus diria o mesmo para você no dia de hoje?

Padre Evaldo Souza Pe. Evaldo César de Souza, C.S.s.R.

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