Por Rádio Aparecida Em Notícias Atualizada em 16 OUT 2018 - 09H07

Educação para um mundo melhor vem do professor

Comemoramos hoje o Dia do Professor, figura importante na formação e decisão na vida escolar. A Rádio Aparecida entrevistou o Prof. Ms. Diego Amaro, Mestre em História Social, para trazer um parâmetro entre professor, educação e aluno:

Por que a educação e os professores são tão desvalorizados socialmente e financeiramente?

Nesse ponto que você tocou, financeiro, o que tem valor pra gente? Aquilo que custa caro. Passou-se a entender - mesmo porque os professores são seres muito abnegados - que a educação tem que ser distribuída. E de fato ela precisa, mas a desvalorização financeira é o primeiro aspecto para dizer que ‘a educação está em qualquer lugar”. Se eu tenho o pensamento que tudo é valorizado pelo capital, a educação já sofre uma desvalorização e, logo, o professor também.

Por que está acontecendo tanto desrespeito dos alunos para com os professores?

Esse é um trabalho que vem da educação de casa. Nós temos uma responsabilidade muito grande enquanto cidadãos nesse ponto. Nós passamos a desrespeitá-los um pouco. Não digo pela autoridade, mas pelo respeito ao outro. É uma sociedade muito individualizada, que não consegue pensar no outro. Então, independente do professor, ele está sendo muito agredido e, na condição em que ele está, se torna muito difícil.

Qual a perspectiva para o futuro da educação no Brasil?

Precisamos, mais do que tudo, ensinar nosso aluno a pensar. Já não é isso que fazemos? Não. Queremos que ele questione, duvide, recrie. Essa condição que se tem demonstrado é porque muitas coisas já vêm sendo feitas pela inteligência artificial. Não posso preparar meu aluno para um mundo onde ele precise utilizar mais a força do que o pensamento; ele precisa entender a importância desse pensamento.

Isso se aplica à educação básica?

Sem dúvida, mas a universidade precisa dar o primeiro passo. Pra pensarmos um trajeto de educação, nós não podemos apagar incêndios. Nossa educação é pensada de forma a apagar incêndios; não existe um projeto “o que eu quero para o Brasil daqui 20 ou 30 anos?”, porque quem está se formando, forma-se no processo que está. Cria-se esse processo desejado desde os primeiros anos de ensino e já se começa a preparar o novo aluno, mas eu tenho que ter professores formados para isso.

O perfil dos alunos também mudou. Como é que isso influencia na forma de ensino?

Isso são conflitos de gerações. E como resolver? Nós nos aproximamos do nosso aluno; o professor precisa estar aberto e conhecer o mundo desse aluno, até para que esse aluno ganhe confiança e queira estar no mundo do professor.

Ouça a entrevista completa:

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