Em uma declaração com o nome de: "A Responsabilidade da Europa na Era da Inteligência Artificial: Um Apelo à Salvaguarda da Pessoa Humana", os bispos da União Europeia pediram que a inteligência artificial (IA) seja utilizada para ajudar as pessoas, promover o bem comum e contribuir para a paz.
O documento foi adotado em 16 de outubro, durante a assembleia plenária da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), em Bruxelas, na Bélgica, e apresenta oito princípios para orientar o uso dessa tecnologia, com respeito à dignidade humana.
Confira abaixo quais são estes ensinamentos:
filter_1 Colocar a dignidade humana em primeiro lugar
A inteligência artificial deve respeitar a dignidade de cada pessoa e preservar sua capacidade de fazer escolhas e tomar decisões. Dessa forma, a tecnologia precisa estar a serviço do ser humano, e não o contrário.
filter_2 Promover o bem comum e a justiça
O desenvolvimento da inteligência artificial deve contribuir para uma sociedade mais justa e solidária. Alguns princípios como o bem comum, a colaboração, o cuidado com a criação e a solidariedade devem orientar as inovações tecnológicas.
filter_3 Garantir responsabilidade e transparência
O uso da inteligência artificial exige responsabilidade, transparência e prestação de contas. Sendo assim, é importante que as pessoas compreendam como essas ferramentas funcionam e que seus desenvolvedores e responsáveis respondam pelas consequências de seu uso.
filter_4 Evitar a discriminação e a manipulação
A inteligência artificial não deve ser utilizada para promover preconceitos, excluir pessoas ou manipular suas opiniões e decisões. Seu desenvolvimento precisa respeitar os direitos humanos e assegurar um tratamento justo a todos.
Bispos com o Presidente da Conferência Episcopal Francesa
filter_5 Respeitar a singularidade de cada pessoa
A tecnologia não deve diminuir nem substituir aquilo que torna cada ser humano único. As pessoas não podem ser tratadas apenas como números, dados ou mercadorias, mas devem ser reconhecidas em sua dignidade e complexidade.
filter_6 Promover uma governança responsável
Os recursos digitais e tecnológicos fazem parte de um patrimônio que afeta toda a sociedade. Por isso, sua gestão precisa ser responsável, com regras e mecanismos que favoreçam o uso ético da inteligência artificial e protejam os interesses coletivos.
filter_7 Proteger a democracia e o Estado de Direito
A inteligência artificial deve respeitar as leis, os direitos fundamentais e os valores democráticos. Seu uso não pode comprometer a participação cidadã, a liberdade das pessoas ou o funcionamento das instituições democráticas.
filter_8 Colocar a tecnologia a serviço da paz e da fraternidade
A inteligência artificial deve contribuir para a construção da paz, o diálogo e a fraternidade entre os povos. Em vez de ampliar conflitos e divisões, a tecnologia deve favorecer a aproximação entre as pessoas e a busca por soluções para os desafios da humanidade.
Assembleia também abordou a inteligência artificial e a saúde do Papa
A assembleia dos bispos, realizada entre os dias 14 e 16 de outubro, também teve como destaque a inteligência artificial. O encontro começou com uma apresentação sobre a encíclica Magnifica humanitas, do Papa Leão XIV, dedicada aos desafios da IA.
Durante a reunião, os bispos também enviaram uma mensagem ao Santo Padre, desejando sua rápida recuperação após uma cirurgia. O encontro reuniu representantes das conferências episcopais católicas dos países da União Europeia, representadas pela COMECE junto às instituições do bloco.
LEIA MAIS:
add_circle Posso usar a Inteligência Artificial para entender a Bíblia?
Fonte: EWTN News, COMECE
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