Comunicação

Jornalismo e fé: missão que transforma vidas

O Santuário Nacional de Aparecida reúne jornalistas em várias áreas da profissão, da produção de conteúdo à comunicação institucional, fortalecendo sua missão. Leia mais!

Escrito por Vitória Victal

06 ABR 2026 - 15H40 (Atualizada em 07 ABR 2026 - 14H31)

ADAM RADOSAVLJEVIC/ADOBE STOCK

No Brasil, o dia do Jornalista é comemorado em 7 de abril. A data foi instituída pela Associação Brasileira de Imprensa em 1931, em homenagem ao médico e jornalista Giovanni Batista Líbero Badaró, que foi assassinado aos 32 anos de idade.

No entanto, este trabalho já começou a existir desde 1829, quando Líbero Badaró iniciou suas publicações no jornal “Observador Constitucional”. Badaró era um dos principais motivadores da Liberdade de Imprensa e participou de diversas lutas a favor da Independência do Brasil.

Já a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) surgiu no dia 7 de abril de 1908, idealizada pelo jornalista Gustavo de Lacerda. Desde sua criação, a entidade se consolidou como um marco na história do jornalismo brasileiro, promovendo a reflexão sobre o papel social da profissão e reforçando a importância da união da categoria em defesa da liberdade de expressão e dos valores democráticos.

Além do dia 7 de abril, existem outras datas comemorativas para o jornalismo, como o dia do Repórter, dia Mundial da Liberdade de Imprensa, dia Nacional da Imprensa e dia do Repórter Fotográfico.

Informação e evangelização  

Dentro do Santuário Nacional de Aparecida, diversos jornalistas atuam em diferentes frentes de produção, conteúdo para jornais, revistas, rádio, TV e mídias digitais. Mais do que relatar fatos, esses profissionais assumem a responsabilidade de transmitir valores, de fé e esperança.

Assim é para Rafaela Oliveira, que atua como jornalista na Rádio Aparecida há mais de 9 anos. Sua carreira começou na Rádio Aparecida quando ainda fazia estágio na emissora, e a escolha pelo curso de Jornalismo nasceu de sua percepção da comunicação como um dom de Deus. Assim, Rafaela buscou uma profissão na qual pudesse colocar esse dom a serviço, contribuindo de alguma forma para a sociedade, seja orientando, informando ou promovendo dignidade:

“O meu trabalho deixa de ser apenas informativo e passa a ser também evangelizador quando a comunicação vai além da transmissão de fatos e se compromete com a promoção da dignidade humana, da verdade e do bem comum. Isso acontece quando, ao informar, busco também iluminar a realidade, promovendo escuta e diálogo com valores como solidariedade, esperança, justiça, fé.” , Rafaela Oliveira , Jornalista da Rádio Aparecida

Para Rafaela, cada trabalho ou história contada lhe marca de alguma forma, com algumas produções que possuem um significado especial em sua trajetória, entre elas, uma que ficou guardada em seu coração:

“Outra produção muito marcante foi “O Apóstolo do Rádio”, na qual pude contar um pouco da história do Padre Vítor. Esse trabalho me emocionou profundamente, pois tocou também a minha história pessoal. Meus avós e meus pais ouviam e aprenderam muito com ele. Ao escutar áudios antigos, pude perceber, em suas palavras, a experiência de um homem que viveu intensamente o amor de Jesus e desejou levá-lo a outras pessoas por meio das ondas do rádio. Foi como reviver ensinamentos que ajudaram a formar aqueles que me formaram.” Rafaela Oliveira , Jornalista da Rádio Aparecida

.: CONFIRA "O APÓSTOLO DO RÁDIO"

Arquivo Pessoal  Arquivo Pessoal Rafela Oliveira durante entrevista

Nesse contexto, o fazer jornalístico se encontra com a missão evangelizadora. Conciliar o compromisso com a verdade da comunicação religiosa é um dos principais desafios enfrentados pelos profissionais, inclusive para Eduardo Gois, que é Repórter na Casa da Mãe Aparecida.

“É um equilíbrio constante. Informar exige objetividade, responsabilidade com os fatos. Evangelizar pede sensibilidade, escuta e humanidade. O ponto de encontro está na intenção. Quando você respeita a informação e, ao mesmo tempo, não perde o olhar humano, você consegue fazer os dois.” Eduardo Gois, Repórter

O jornalismo não se baseia somente na frente das câmeras, mas também nos bastidores e na produção. Na rotina jornalística, o repórter Eduardo Gois compartilha que seu dia a dia no jornalismo é marcado pela constante adaptação. Segundo ele, há momentos em que é preciso assumir diferentes funções, como produzir, reportar, apresentar ou editar, o que exige preparo e flexibilidade:

“É um tipo de preparação para cada coisa, mas se tem uma coisa de que jornalista tem de estar preparado e com a mente aberta é para a mudança de rotina a qualquer momento ou não ter rotina. Jornalismo é profissão, mas ser produtor, repórter, apresentador ou editor de texto é função e temos de estar preparados para cumprir qualquer uma delas.” Eduardo Gois, Repórter

Outro aspecto importante é a diversidade de públicos. Por isso, os jornalistas precisam adaptar a linguagem e os formatos, especialmente nas plataformas digitais, onde a comunicação exige dinamismo sem perder o contexto. Evangelizar, nesse cenário, também significa dialogar.

Arquivo Pessoal  Arquivo Pessoal Eduardo Gois

Para muitos profissionais, trabalhar no Santuário Nacional representa mais do que uma escolha de carreira, é também uma vocação. A fé, nesse sentido, não apenas inspira o conteúdo, mas também orienta a maneira de se comunicar. Victor Hugo trabalha como jornalista no Núcleo de Publicações da Revista no Santuário Nacional e relata que evangelizar é para ele um “imperativo cristão”:

“São Paulo é muito claro quando diz: Ai de mim se eu não evangelizar. Por isso, cada trabalho que fazemos, onde for, deve ter como fim último a glória de Deus. Mais ainda quando temos a felicidade de colocar nossos dons a serviço da Igreja, como no caso dos que trabalhamos nos veículos de comunicação do grupo Santuário Nacional. Aí toda informação deve levar à Esperança que não decepciona , que é o próprio Cristo. Mesmo quando, com tristeza, temos que informar notícias não tão positivas, devemos apontar que o Senhor não nos abandona nunca.” Vitor Hugo, Jornalista no Núcleo de Publicações da Revista

Na sua rotina de produção, Victor compartilha que a Revista de Aparecida exige uma atenção maior, pois leva três meses para ficar pronta. Além disso, o dia é dividido entre reuniões para definir e aprovar as pautas, a pesquisa e produção dos conteúdos, além do contato com os articulistas. Isso para que outras publicações também tenham um carinho especial de toda a equipe.

“Com os impressos, produzimos também conteúdos estendidos, seja para o site da Revista de Aparecida (a12.com/revistadeaparecida), quanto para as redes sociais da Família dos Devotos. Além de uma parceria com a Rádio e TV Aparecida, levando os conteúdos das publicações para diversos meios de comunicação. Entre eles, o Portal A12, outro importante parceiro na comunicação evangelizadora.” Vitor Hugo, Jornalista no Núcleo de Publicações da Revista

Thiago Leon  Thiago Leon Victor Hugo

Diante disso, fica evidente que o jornalismo no Santuário Nacional vai além da prática profissional, unindo técnica, sensibilidade e propósito. Entre rotinas dinâmicas, múltiplas funções e diferentes plataformas, os profissionais constroem uma comunicação que informa, acolhe e evangelizaA apuração rigorosa, a clareza na informação e o cuidado com a linguagem são elementos essenciais para garantir credibilidade e proximidade com as pessoas.

Em uma realidade marcada pela velocidade da informação, o papel do jornalista se torna ainda mais relevante. No ambiente religioso, essa responsabilidade se amplia: é preciso garantir que a mensagem transmitida seja fiel não apenas aos fatos, mas também aos valores cristãos.

Neste Dia do Jornalista, o trabalho desses profissionais no Santuário Nacional de Aparecida mostra que a comunicação pode ir além da notícia: ela pode tocar vidas, fortalecer a fé e construir caminhos entre o lado humano e o sagrado

favorite Feliz dia do Jornalista!

.: Silvonei José fala sobre a missão do jornalista católico

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