O uso de telas e dispositivos eletrônicos faz parte do dia a dia de muitas famílias, desde celulares, tablets, computadores e televisores acabam sendo aliados dos pais em diversos momentos, especialmente para entreter as crianças. No entanto, o que parece uma solução prática pode trazer sérias consequências para o desenvolvimento infantil, quando não é usado com equilíbrio.
A coordenadora do Núcleo Infanto Juvenil, Raquel Godoy, destaca que o problema está no excesso.
“Para a criança, bastante tempo significa, por exemplo, desde bebê, mais de 20 minutos é bastante tempo. Por uma criança de 7 ou 8 anos, mais de meia hora já é muito tempo. Claro que elas podem assistir coisas interessantes e apropriadas, sob supervisão dos pais, mas o excesso de telas já é comprovado: faz com que a criança perca o interesse em outras atividades.”
De fato, o excesso de telas substitui momentos importantes de exploração, interação e brincadeiras.
“A criança na frente da tela fica muito mais passiva, recebendo as informações. Já uma criança que brinca com outros brinquedos ou interage com amigos e familiares precisa ser ativa, desenvolvendo habilidades cognitivas e emocionais. O grande prejuízo do excesso de telas é justamente deixar de desenvolver essas habilidades”, explica Raquel.

Além disso, estudos mostram que crianças expostas a telas por longos períodos tendem a apresentar maior dificuldade de concentração, distúrbios de sono e até sinais de ansiedade. Isso ocorre porque o excesso de estímulos oferecido pelas telas pode sobrecarregar o cérebro infantil, ainda em formação.
Raquel também aponta caminhos para que os pais equilibrem o uso de telas:
“É importante limitar o tempo e conversar com as crianças sobre o que elas viram. Por exemplo, depois de assistir a um desenho, os pais podem propor que a criança desenhe ou brinque recriando a história. Assim, outras habilidades motoras e intelectuais são estimuladas, e a tela vira apenas um ponto de partida para novas atividades.”
Portanto, o uso da tecnologia não precisa ser completamente evitado, mas deve ser administrado com responsabilidade. Com atenção, os pais podem incentivar uma rotina mais saudável, em que as crianças tenham espaço para brincar, explorar o mundo e crescer de forma equilibrada, conectadas ao que realmente importa: a convivência, a criatividade e os valores que moldam o seu futuro.
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