Você já deve ter percebido que, após a comunhão, o padre ou os Ministros Extraordinários da Eucaristia lavam os objetos litúrgicos, como o cálice. Mas você sabe o motivo disso?
O A12 explica esse rito, que é tão importante durante a Santa Missa.
O rito da purificação é a lavagem e limpeza do cálice e vasos sagrados após a comunhão. Esse zelo litúrgico é determinado pela Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), número 279:
“Os vasos sagrados são purificados pelo sacerdote ou pelo diácono ou pelo acólito instituído, depois da Comunhão ou depois da Missa, quanto possível na credência. O cálice é purificado com água ou com vinho e água, que depois é consumida por quem o purificar. A patena limpa-se normalmente com o sanguinho. Deve atender-se a que o Sangue de Cristo que eventualmente fique depois da distribuição da Comunhão seja todo imediatamente consumido no altar.”
O rito da purificação existe com o objetivo de garantir que nenhuma partícula ou gota do Corpo e Sangue de Cristo seja esquecida ou profanada.
Essa limpeza não é apenas uma higiene, mas um cuidado e reverência com o Senhor Jesus Cristo, que se faz presente na partícula da hóstia após a transubstanciação, no Sagrado Sacramento da Eucaristia.
A Eucaristia é a memória viva e eterna da paixão, morte e ressurreição de Cristo, por isso, precisamos demonstrar todo o respeito a ela.
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Após a lavagem, o cálice e vasos são secados com o purificatório, um tecido litúrgico destinado apenas para o rito de purificação.
Sabendo que é humano e pecador, todo sacerdote recorda, com humildade, a importância de pedir a Jesus que purifique sua alma: "Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados".
Dessa forma, o rito de lavagem das mãos é um sinal de respeito e símbolo de purificação diante do sacrifício eucarístico de Cristo. Inspirada no Salmo 26, 6, a lavagem das mãos também é conhecida como “lavabo”, em latim.
“Por isso, lavo minhas mãos em sinal de inocência e dou voltas ao redor do vosso altar” (Sl 26,6).
Não, a água usada na purificação não é consagrada, portanto, não se torna o Sangue de Cristo. Ela serve apenas para recolher eventuais vestígios do vinho consagrado e, em seguida, é consumida com reverência.
A Igreja também orienta que sejam recolhidos possíveis fragmentos da hóstia consagrada. Eles são consumidos ou, quando se trata de hóstias não distribuídas, guardados no sacrário, um espaço sagrado de adoração, que contém a presença viva de Jesus Cristo.
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A lavagem do cálice e dos vasos após a Comunhão não é um detalhe sem importância nem apenas uma medida de higiene. É um gesto litúrgico de reverência: a Igreja cuida para que nenhuma parte do Corpo e Sangue de Cristo seja tratada de maneira descuidada e para que os vasos sagrados sejam purificados conforme o rito.
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