Por Elisangela Cavalheiro Em Espiritualidade

A peregrinação de Santo Estanislau Kostka

Foto de: reprodução

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Quanto cada cristão está disposto a enfrentar
para viver a sua entrega a Deus?

No calendário litúrgico deste mês a Igreja recorda no próximo dia 15, a Assunção de Maria. Neste dia morreu um jovem santo polonês que buscou a duras penas viver a sua consagração a Deus. A festa deste santo foi transferida para novembro, devido a grandiosidade de Maria para a Igreja.

Santo Estanislau Kostka, nasceu em uma família nobre em Prasnitz. Viveu apenas 18 anos, mas em sua breve existência deixou um testemunho de obstinação que quase quinhentos anos depois de sua morte motiva a muitos jovens, especialmente em sua terra natal.

Para viver o seu ideal de consagração a Deus, que surgiu ainda na infância, Estanislau teve que passar por muitos sofrimentos. O primeiro dentro de sua própria casa.

Os pais viviam um dilema entre si. O pai sonhava para o filho a honra das grandes vitórias militares já a mãe que era muito religiosa deseja ver no filho a fidelidade a Deus em uma vida plena de virtudes. Firme ao seu chamado, Estanislau seguiu o coração da mãe.

Aos quatorze anos foi viver junto com seu irmão, Paulo, em Viena, para aprofundar os estudos acadêmicos. Nesse momento o jovem conheceu a congregação jesuíta e viu neles a concretização de seu grande sonho.

Entretanto, sem a autorização do pai, Estanislau não conseguiu entrar para a ordem, na Áustria. Mas ele não desistiu. Resolveu fugir. E então começou a grande peregrinação deste jovem santo.

Numa madrugada, disfarçado de peregrino e sem ter levantado qualquer tipo de suspeita, Estanislau partiu para a Alemanha. Foi a pé de Viena a Dillengen, um itinerário de quase 500 quilômetros. Ali encontrou São Pedro Canísio que o aceitou na Companhia de Jesus. Mas Estanislau ainda não estava seguro da tirania de seu pai.

 

"A dura jornada de Santo Estanislau se assemelha a de tantos refugiados. Que longe da sua terra buscam amparo e proteção".

Emprendeu uma nova caminhada. Partiu para Roma, na Itália. Foram mais 900 quilômetros a pé, atravessando os Alpes e os Apeninos até chegar à Cidade Eterna. Caminhou por dois longos meses incansavelmente. Peregrinou praticamente metade da Europa.

Ao chegar, encontrou-se com outro santo, São Francisco de Borja, que era o superior geral e conseguiu encontrar amparo para viver a sua vocação.

Na atualidade muitos são os peregrinos que atravessam a pé ou a nado longas distâncias no Oriente Médio e na África, para fugir da tirania de grupos extremistas e fanáticos religiosos. 

A dura jornada de Santo Estanislau se assemelha a de tantos refugiados. Que longe da sua terra buscam amparo e proteção.

Santo Estanislatu Kostka ainda viveu o tempo do noviciado sob o ódio do pai, mas sua breve existência chegaria ao fim. Com a saúde debilitada, o jovem morreu santamente no dia da Assunção da Virgem Maria, a quem sempre teve em seu coração, em 1568.

Com o testemunho de vida de Santo Estanislau os cristãos podem refletir o quanto estão dispostos a enfrentar para viver a sua fé. 

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