Por Ir. João Antônio Johas Leão Em Espiritualidade

A urgência da fé em Santo Expedito

Procrastinar é um verbo que está em alta hoje em dia. Se procuramos pela internet, vamos encontrar sites e vídeos com dicas para deixar a procrastinação de lado, com vistas a ter uma melhor produtividade, seja no estudo ou no trabalho. Isso mostra que é um problema mais ou menos generalizado o “fazer tudo de última hora”, ou seja, procrastinar. Mas existem coisas que não podemos adiar. Ninguém deixa para amanhã uma ida ao hospital quando sente muita dor, ou uma longa fila de banco para receber seu salário. A fé, no entanto, muitas vezes não parece estar entre essas realidades não procrastináveis, e então corremos um grande perigo.

Santo Expedito

Se olhamos para o mundo ao nosso redor, podemos perceber sem muito esforço que a fé, de maneira geral, está perdendo espaço nas vidas das pessoas. Ela já não é entendida como algo fundamental, pelo contrário, é vista como uma escolha como qualquer outra, sem maior impacto na vida prática. Com esse tipo de visão sobre a fé que vemos filhos não serem batizados por uma suposta liberdade de escolha, um “não querer impor a fé”, um “deixar que ele decida por si mesmo quando for maior”.

Parece até sensata tal posição, mas no fundo o que ela demonstra é que já não se percebe na fé algo sem o qual não se pode viver. Porque nenhuma mãe deixa de alimentar o filho, ou de dar carinho, simplesmente porque ele não pode dizer se quer ou não. Sabe-se que eles precisam e por isso se sacrificam para dar. Com relação a fé, os santos tinham uma experiência muito parecida com a do alimento corporal. Era para eles uma questão de vida ou morte, e muitas vezes escolhiam morrer antes de renunciar a fé (Esses são os mártires).

 

"A fé faz parte das coisas que não podem ser proteladas. E aqueles que se encontraram com o olhar amoroso de Jesus sabem disso". 

Santo Expedito talvez seja o santo que mostra isso de maneira mais evidente. Em sua imagem normalmente é representado pisando um corvo com uma inscrição latina “Cras”, que significa amanhã. Diz-se que esse corvo lhe apareceu em sonho, grasnando “cras, cras”, ou seja, dizendo que ele adie sua conversão para mais tarde. A isso o santo responde Hodie, que significa “Hoje”, deixando de procrastinar sua conversão. E, sendo um militar, foi ordenado que renunciasse sua fé, pois o cristianismo estava sendo perseguido naquela época, mas ele preferiu o flagelo e a decapitação a renegar Jesus.

A fé faz parte das coisas que não podem ser proteladas. E aqueles que se encontraram com o olhar amoroso de Jesus sabem disso. Mateus viu que o Senhor o chamava enquanto recolhia os impostos. Deixou tudo, nesse instante, e seguiu o chamado. Os primeiros discípulos também, depois de uma pesca milagrosa, deixam tudo e seguem o Senhor. O que será que eles descobriram em Jesus que os chamava? O que era tão forte assim que não podia ser deixado para depois? O sentido de suas vidas, o encontro com Aquele que iria responder todas suas inquietudes mais profundas, que lhes daria a Paz que tanto buscavam e nunca encontraram.

Será que nós, assim como Santo Expedito, também nos encontramos com essa urgência da fé? Essa é uma pergunta muito importante de ser respondida, porque no fundo, sabemos que não dá no mesmo viver com Jesus ou longe dele. É preciso que assumamos essa Vida Nova que Ele veio nos trazer. Peçamos a Santo Expedito, especialista em causas urgentes como essa da fé, que nos ajude a abrir o nosso coração a Jesus, para que Ele entre e faça morada em nós, para que vivamos cada vez mais uma autêntica vida cristã.

Saiba mais sobre Santo Expedito. 

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