O passado pode ser um peso na nossa vida. Há quem experimente severas amarras com relação ao que fez ou o que aconteceu na própria história. Mas podemos dizer que todos nós, eventualmente, podemos ser presas, mesmo que ligeiramente, de um acontecimento e, principalmente, da interpretação ou dos impactos emocionais que tais acontecimentos deixam em nós.
Leia MaisEstou com depressão. O que fazer?Como libertar-se disto? Para um cristão a resposta essencial é a consideração, de modo profundo e constante, da presença de Deus na sua história. Uma presença providente.
Providência que significa, para nós cristãos, o olhar benevolente, favorável de Deus. Um olhar de amor e misericórdia, nunca de juízo desapiedado. Um olhar que sempre entendeu completamente, sempre entendeu o que acontecia, e sempre entendeu o que disso tudo cada pessoa poderia tirar.
Quem considera e se aprofunda na fé de que Deus sempre está e esteve conosco, irá entender que, se algo ruim nos aconteceu, este algo não passou desapercebido de Deus. Não somente não passou desapercebido, como, de alguma maneira, na Sua sabedoria amorosa, foi por Ele permitido e tolerado. Esta consideração irá nos levando a entender que tudo o que nos aconteceu foi aceito por Deus. Nem tudo Ele quis diretamente, como o mal que nos tenha acontecido, pois Deus nunca quer o mal. Mas tudo foi permitido, pois Deus viu tudo isso dentro da totalidade da vida, do caminho e da vocação à santidade e ao amor daquele indivíduo – Seu filho amado.
É preciso muita coragem e muita fé para ver a nossa vida desta maneira. É preciso muita oração e encher-se da graça divina, pois o mundo, o tentador e o nosso homem velho estão sempre a postos para negar tudo isso, para encurtar nossa vista, para reduzir nossa preocupação aos acontecimentos isoladamente considerados, desligados da totalidade da nossa vida, e, principalmente, desligados da providência divina.
Leia MaisO que significa dizer que "é Deus quem nos justifica"?Libertar-se do pecado e de sua influência negativa é, antes de mais nada, libertar-se do agnosticismo funcional, da ideia e, principalmente, da percepção muitas vezes profunda, de que Deus não existe, ou, se existe, não Se interessa pelo ser humano e pela sua história.
Libertar-se das amarras que acontecimentos passados têm sobre nosso coração é libertar-se daquilo que as torna pesadas e firmes, justamente a proposta de vida na qual se vive como se Deus não existisse, e como se Seu amor não fosse soberano, como se a Sua misericórdia e sabedoria não tivessem a última palavra.
Só depois haverá sentido em buscar outros meios para assegurar uma libertação completa do passado e suas influências emocionais. Meios adicionais que são importantes, como, por exemplo, uma terapia emocional psicológica; mas tais meios, ainda que bons, só terão uma base sólida numa visão de fé na qual Deus é real, Seu amor é real, e as dores da nossa vida ganham novo sentido; Deus libertador e salvador, que na cruz de Seu Filho sofreu a paixão e morte para nos dar, justamente, esta libertação interior e total.
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