O tema das 'Sete Dores de Maria' popularizou-se na Igreja Católica desde o século XVI, chegando a Portugal e, consequentemente, ao Brasil no século XVII. A representação das dores é simbolizada por sete espadas cravadas no coração de Maria, lembrando a profecia de Simeão, que previne Maria do martírio que Jesus irá sofrer.
O Setenário de Nossa Senhora das Dores nos convida a refletir sobre as dores de nossas mães, de nossa sociedade, sob a luz do sofrimento da Mãe de todos nós, Maria Santíssima Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Rezemos uma oração para cada dor sofrida por Maria:
Nesta primeira dor veremos como o coração de Maria Santíssima foi transpassado por uma espada, quando Simeão profetizou que o Filho dela seria a salvação de muitos, mas também serviria para ruína de outros. A virtude que aprendemos nesta dor é a da santa obediência. Obedecer sempre à vontade de Deus, mesmo quando não entendemos o porquê de nossos sofrimentos!
Ave Maria…
Maria suportou o exílio por amor e por alegria por Deus fazer dela cooperadora do mistério da salvação. Esta dor nos ensina a aceitar as provocações do dia-a-dia com alegria de quem sofre para agradar a Deus. Esse agir e esse procedimento nos levam a viver a santidade em Deus.
Ave Maria…
Maria procurou Jesus por três dias. Quando o encontrou no Templo, no meio dos doutores, ao dizer-lhe que havia deixado sua mãe três dias em aflição, ele respondeu-lhe: “Eu vim ao mundo para cuidar dos interesses de meu Pai, que está no Céu”. Diante desta resposta de Jesus, Maria emudeceu e compreendeu que sendo o seu Filho, Homem e Deus, ele deveria estar sempre do lado do Pai. Mas Jesus volta para casa, obedecendo ao chamado de sua mãe!
Ave Maria…
Contemplemos e vejamos se há dor semelhante à dor de Maria Santíssima, quando se encontrou com seu divino Filho a caminho do Calvário, carregando uma pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso. Ao encontrá-lo, Jesus fitou os olhos de Maria e a fez compreender a dor de sua alma. Não pôde dizer-lhe palavra, porém a fez compreender que era necessário que se unisse à Sua grande dor. Como é precioso o silêncio nas horas de sofrimentos!
Ave Maria…
Contemplemos Maria aos pés da Cruz, assistindo à morte de Jesus, com a alma e o coração transpassados com as mais cruéis dores! Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus morre, deixando Maria na mais negra escuridão! Sem duvidar um só instante, ela, contida, aceitou a vontade de Deus e, no seu doloroso silêncio, entregou ao Pai sua imensa dor, pedindo, como Jesus, perdão para os criminosos. Aprendamos a meditar muitas vezes esta dor, que ela nos dará força para sermos humildes: virtude amada de Deus e dos homens de boa vontade.
Ave Maria…
Depois depositaram Jesus em seus braços, não cândido e belo como em Belém… Morto e chagado, parecendo mais um leproso do que aquele adorável e encantador menino, que tantas vezes apertara ao seu coração! Não nos esqueçamos de meditar esta imensa dor, quando nossa cruz estiver pesada. Nela encontraremos força para sofrer por amor a Jesus que sofreu na Cruz a mais infame das mortes.
Ave Maria…
Quanta dor padeceu Maria quando teve que ver sepultado seu Filho. A quanta humilhação seu Filho se sujeitou, deixando-se sepultar, sendo Ele o mesmo Deus! Por humildade, Jesus submeteu-se à própria sepultura, para depois, glorioso, ressuscitar dentre os mortos! A humildade não rebaixa o homem, pois Deus Se humilhou até à sepultura e não deixou de ser Deus. Nossa Mãe nos abençoa e nos convida a meditar muitas vezes estas santas e sábias situações de sofrimento e humilhação!
Ave Maria…
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