No Domingo de Páscoa, a Igreja repete as palavras de São Paulo aos Colossenses: “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto” (Cl 3,1). O que significa isto para nós hoje?
É todo um programa de vida nova que nós, cristãos, assumimos depois de efetivada a nossa conversão no tempo da Quaresma. O Papa Leão XIV explicou essa palavra do Apóstolo na Audiência Geral de 12/11/2025. Disse ele que a fé na morte e ressurreição de Cristo é a fonte da verdadeira esperança cristã, capaz de nos libertar do medo e de abrir o coração à caridade fraterna.
Foram estas as suas palavras:
“Viver a espiritualidade da Páscoa incute esperança na vida e encoraja-nos a investir na bondade. Em particular, ajuda-nos a amar e a cultivar a fraternidade, que é um dos grandes desafios da humanidade contemporânea. Neste mundo ainda marcado por guerras, divisões e ódio, a esperança pascal oferece o remédio: é em Cristo Ressuscitado que encontramos a luz e a força para vencer o veneno da inimizade”.
O Papa recordou que a fraternidade universal é um traço essencial do Cristianismo. A fraternidade cristã nasce do dom total de Jesus e do Espírito Santo, que torna os discípulos verdadeiros irmãos e irmãs. “Quem está em Cristo, é nova criatura” (2Cor 5,17). É assim que poderemos receber e vivenciar aquele primeiro dom do Ressuscitado: a paz que só ele pode dar.
A primeira palavra que Leão XIV disse ao mundo, depois de eleito Papa, foi a mesma que Jesus Ressuscitado disse aos discípulos no Domingo de Páscoa: “A paz esteja convosco!” (Jo 20,19). E os discípulos ficaram cheios de alegria com a presença do Mestre vitorioso sobre a morte e toda a maldade. Já antes de morrer, ele tinha falado: “Tende coragem: eu venci o mundo!” (Jo 16,33).
Quando dizemos na Missa: “Ele está no meio de nós”, professamos a fé na presença do Ressuscitado vivo e atuante na sua Igreja. A Igreja celebra o mistério pascal em cada semana do ano, no dia que apropriadamente se chama “domingo”, isto é, “dia do Senhor”. E a Páscoa está presente cada vez que são celebrados os sacramentos, sobretudo o da Eucaristia.
Na Última Ceia com os discípulos, Jesus instituiu a Páscoa nova, antecipando nos ritos do pão e do vinho a oferta do seu corpo e do seu sangue na cruz. Quando disse aos discípulos: “Fazei isto em memória de mim”, prolongou no tempo, até quando ele voltar, a sua Páscoa sacrifical.
Feliz Páscoa, meu irmão, minha irmã!
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