Durante a Quaresma, duas expressões marcantes da liturgia católica deixam de ser entoadas: o Glória e o Aleluia. O silêncio desses hinos faz parte da decisão litúrgica da Igreja e prepara os fiéis para a celebração da Páscoa.
A Páscoa é a principal solenidade do calendário cristão. Celebra a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Como ensina São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” (1Cor 15,14). A fé cristã está centrada na pessoa de Jesus Cristo Ressuscitado.
A Quaresma compreende aos 40 dias que antecedem a Páscoa. É um tempo de conversão, penitência e recolhimento. Nesse período, o “Glória”, hino antigo de louvor que proclama “Glória a Deus nas alturas” é omitido nas missas, exceto em solenidades.
O “Aleluia” também deixa de ser cantado antes do Evangelho. A palavra, de origem hebraica, significa “Louvai o Senhor”. No Apocalipse, ela aparece como canto dos que participam da liturgia celeste (cf. Ap 19,1).
Segundo o Pe. Pablo Vinícius, C.Ss.R., “o Glória é um hino de louvor que celebra a presença do Senhor. Na Quaresma, a Igreja vive uma experiência de deserto e espera”. Ele explica que o silêncio desses cantos expressa o caminho rumo à vitória pascal.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que o ano litúrgico torna presente o mistério de Cristo ao longo do tempo (cf. CIC 1163-1165). A omissão do Glória e do Aleluia manifesta essa dinâmica espiritual. Trata-se de um gesto simbólico que recorda que a comunidade ainda contempla o mistério da Cruz.
O Aleluia não é abolido da liturgia, ele é reservado. A Instrução Geral do Missal Romano orienta que, durante a Quaresma, o canto antes do Evangelho seja substituído por outra aclamação (IGMR, n. 62).
O missionário redentorista afirma: “O Aleluia é o canto daqueles que já participam da alegria do céu. Na Quaresma, ainda estamos diante do mistério da Cruz”.
O silêncio culmina no Sábado Santo, tradicionalmente chamado de “Sábado de Aleluia”. Após dias marcados pela sobriedade, a Vigília Pascal rompe o silêncio, momento em que o “Aleluia” volta a ecoar com solenidade. O Glória é entoado novamente, acompanhado pelo toque dos sinos.
Esse retorno expressa a essência da fé cristã: Cristo ressuscitou, a morte foi vencida, a vida triunfou.
A Igreja, como Mãe e Mestra, conduz os fiéis por meio de sinais. O silêncio litúrgico educa o coração para a espera e aprofunda o sentido da Ressurreição.
Ao retomar o Glória e o Aleluia na Páscoa, a comunidade proclama que a esperança cristã tem fundamento. A Ressurreição é o centro da fé e é dela que brota a alegria que transforma o mundo.
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