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Espiritualidade

Qual a relação entre Santa Inês, os cordeiros e o Papa?

Escrito por Redação A12

21 JAN 2020 - 00H00 (Atualizada em 22 JAN 2026 - 09H49)

Há muitas curiosidades que cercam as tradições da Igreja Católica, algumas milenares, e das quais nem sempre a gente conhece a história. Em 2014, por exemplo, no dia da Santa Inês, o Papa recebeu dois cordeirinhos de presente. Dois belos exemplares da raça ovina, de lã branca e pura, criados pelos monges trapistas em Roma.

Mas quem daria ao Papa duas ovelhinhas exatamente no dia de Santa Inês? E qual a serventia de tal presente?

Vatican Media
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Comecemos pela raiz dessa história, Inês. A santa que celebramos no dia 21 de janeiro morreu martirizada nos começos do cristianismo. Foi decapitada porque se negou a adorar deuses falsos e a oferecer seu corpo à prostituição. Tinha apenas 13 anos.

Inês é representada tendo ao colo um cordeirinho branco, sinal de pureza e inocência. Aliás, seu nome já é um sinal de pureza, afinal Inês, Ignes, Agnes… e chegamos ao grego Agné, que significa puro, casto e também cordeiro. Agnus Dei, Cordeiro de Deus, Inês de Deus!

Bom, nesse ponto já conseguimos relacionar Inês aos cordeirinhos. Mas por que o Papa os recebe de presente? Esta é outra história, que remonta às origens da Igreja.

Os cordeiros e o pálio

A Igreja retira desses dois cordeiros, ofertados no dia de Santa Inês ao Papa, a lã para a confecção do pálio (O que é isso? Calma, já vamos explicar!). A responsabilidade pela tosa das ovelhas e pela confecção desta peça, usada somente pelo Papa e pelos arcebispos ao redor do mundo, é exclusividade das monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, também em Roma.

Antes de serem entregues ao Papa, estes cordeiros foram consagrados na missa em memória a Santa Inês, na basílica a ela dedicada, fora dos muros da cidade.

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Essa tradição foi novamente recordada recentemente no Vaticano, quando dois cordeiros foram apresentados ao Papa Leão XIV, na Capela de Urbano VIII. Os animais, como prevê o costume da Igreja, serão abençoados por ocasião da memória litúrgica de Santa Inês.

A lã desses cordeiros será utilizada na confecção dos pálios destinados aos novos Arcebispos Metropolitanos, mantendo um rito que atravessa séculos e liga simbolicamente o martírio de Santa Inês à missão pastoral confiada aos bispos.

O sentido do pálio na Igreja

Tanto detalhe e simbolismo somente para confeccionar um pálio? Oras, mas é justamente o pálio que distingue, na Igreja, alguns homens designados para manter unida a fé. Esse distintivo é reservado somente para o Santo Padre e para arcebispos.

Essa faixa, cuja origem parece nos remeter a uma espécie de manto usado pelos pastores para carregar as ovelhas feridas nos ombros, é hoje sinal de caridade e cuidado que os líderes da Igreja devem ter com o povo de Deus.

Mas, afinal, o que é o pálio?

Para você que ainda não conseguiu identificar, o pálio é uma espécie de colarinho com duas pontas, no qual são bordadas seis cruzes e colocados três alfinetes. Esta peça da vestimenta eclesiástica é feita exclusivamente com a lã dos tais cordeirinhos.

Vatican Media
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Tudo na Igreja tem uma história, uma raiz, uma explicação. Quando você vir o Papa, ou um bispo, ou um arcebispo com seu pálio no pescoço, você se lembrará que aquele colarinho branco, mais do que um simples ornamento, é o símbolo usado por alguém que tem a missão de colocar nos ombros a ovelha ferida, conforme os ensinamentos do mestre Jesus Cristo.

Saiba mais sobre Santa Inês!

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