Quando falamos de fogo, podemos pensar em algo que aquece, ilumina e transforma.
Mas nem todo fogo faz bem.
O fogo do espírito mundano aquece-nos de fora para dentro; é visível aos nossos olhos e faz brilhar para nós as seguintes chamas:
O fogo do espírito mundano procura chamar atenção, com chamas estonteantes, para irmos até ele, mas não passa de uma chama ilusória, que no final queima-nos e, ao nos consumir, nos deixa nas cinzas da solidão, da tristeza e do medo.
Ao contrário, o fogo do Espírito Santo nós não o vemos, porque ele não está fora, mas sim dentro de nós. Ele não aquece o nosso corpo, mas sim a nossa alma, pois, como se canta na Sequência de Pentecostes, é a chama que crepita no íntimo de nós; é o hóspede da alma. Seu fogo não nos queima, mas é o doce alívio; é o único fogo que nos aquece quando nos sentimos abandonados nas noites frias da tristeza e da solidão.
Agora eis a questão: Por qual fogo nos deixamos consumir? Enquanto o fogo do mundo aquece em nós ilusões, para depois nos deixar em cinzas, o fogo do Espírito Santo aquece em nós a esperança, para que possamos ser cristãos “chamas vivas”.

“Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles” (At 2, 3).
Foi assim que o Espírito Santo se fez presente no meio dos apóstolos. E trazendo este episódio para a nossa atualidade, para a nossa vida de cristãos, somos chamados a perguntar: quais são as línguas que permito pousarem sobre mim?
Serão as línguas que me fazem anunciar a mentira, a difamar o outro, a dizer que tudo vai dar errado, que me fazem proferir a divisão e as coisas negativas? Ou serão as línguas que me fazem proclamar a verdade, a justiça e a esperança quando as situações parecem não ter mais solução, que desejam tudo de bom e todo o bem aos outros?
Com isso, meus irmãos e irmãs, somos chamados a olhar para o nosso dia a dia pensando em todas as palavras que proferimos e nos questionar sobre isso.
Depois que as línguas pousaram sobre os apóstolos, eles ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas. Se somos pessoas que falamos o idioma da divisão, da mentira, do ódio, é hora de invocarmos o Espírito Santo para ele faça pousar sobre nós as suas línguas e, assim renovados, possamos falar o idioma da unidade, da verdade e do amor.

Ao soprar o Espírito Santo sobre os apóstolos, Jesus disse que eles seriam perdoados se também perdoarem. Ou seja, após receberem o Espírito Santo, deveriam perdoar. E essa condição também deve se aplicar a nós, pois no batismo recebemos o Espírito Santo, e todo aquele que O recebe é chamado a perdoar sempre!
Porém, constantemente quando alguém nos ofende ou nos magoa, procuramos remoer a raiva por esse alguém dentro de nós. E muitos são os momentos em que também procuramos remoer rancores e mágoas antigos. Se muitas são as vezes em que fechamos o coração para o perdão, a festa de Pentecostes é a nossa festa, pois o Espírito Santo veio como vento para escancarar as portas fechadas.
E se você, caro irmão, cara irmã, sente que o seu coração está fechado para perdoar, é para você que o Senhor sopra o Espírito Santo, e que a força deste sopro abra a porta do perdão em seu coração, para que possa perdoar quem te feriu, quem te magoou; perdoar sempre! Pois somente assim você encontrará a verdadeira paz interior.

Com a Solenidade de Pentecostes encerramos o Tempo Pascal, e ao final da celebração realizamos o Rito de Apagamento do Círio Pascal.
Que este rito não passe para nós a mensagem de que uma simples chama se apagou, mas sim a de que agora, com o círio apagado, é a hora de nós sermos círios “vivos” para resplandecer a luz do Espírito Santo, pois, se acaso não sabemos, somos templo de Deus e o Espírito Santo habita em nós!
Que a chama apagada no círio pascal se acenda em nossos corações e, aquecidos por ela, possamos nos tornar chamas vivas de esperança. Peçamos que o vento do Espírito Santo apague em nós as chamas do fogo do mundo, para que o Seu fogo faça morada em nós. Assim, seremos cristãos, “chamas vivas” de esperança, capazes de iluminar o caminho de quem vive na escuridão da falta de esperança.
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