Muitas vezes, quando tomamos consciência das consequências de alguns de nossos atos, queremos resolvê-los da maneira mais rápida possível. Quando isso é relacionado a uma gravidez, logo nos vem à frase: “Quero fazer um aborto!”.
E como eu pensei nesse assunto? “Nossa, eu não vou ter condições”, “se a minha família descobrir, eu estarei encrencada”, “o meu namorado nunca vai aceitar”, “isso vai destruir a minha vida”, “eu não queria engravidar”… Todos esses pensamentos chegam acompanhados de lágrimas, angústias e medos, noites mal dormidas. E, de repente, surge o aborto como solução fácil e rápida. Sempre acompanhada de uma hesitação — Mas eu já resolvi!
Certo. E o que o seu filho ou filha acha sobre o assunto? Sim, ele ou ela, que está aí dentro de você, recebendo a bênção divina da vida, e com a qual você está cooperando agora mesmo. O que ele falaria? E Deus? Será que Ele não sabia disso tudo? Ou será que, justo no seu caso, Ele errou? Qual seria a opinião Dele? Será que Ele cochilou e isso aconteceu?
Na verdade, não se trata mais só de uma pessoa. Agora são duas, ou quem sabe três? Não se trata somente dos meus direitos ou da minha vida, mas das nossas vidas, a sua e a da(s) criança(s). E não se esqueça de Deus. Não é um castigo, mas uma chance de viver um amor ainda maior. Quantas coisas boas podem vir a partir desta vida!
Leia MaisDom Ricardo Hoepers questiona aborto de menina de 10 anosAlém disso, a Igreja sabe que existem muitas mães que tiveram dificuldades. Neste sentido, o Papa Francisco falou uma coisa muito interessante, que talvez te ajude. “E, entre tais podem estar a nossa própria mãe, uma avó ou outras pessoas próximas de nós (cf. 2 Tm 1, 5). A sua vida talvez não tenha sido sempre perfeita, mas, mesmo no meio de imperfeições e quedas, continuaram a caminhar e agradaram ao Senhor”.
Com certeza cometemos erros, e alguns têm consequências fortes nas nossas vidas. Por isso, não devemos aumentá-los. Fazer um aborto intencional gera uma marca terrível na nossa consciência: a culpa de haver matado alguém é algo pesado para a vida psicológica de uma mulher. É o contrário da bênção divina que Deus já concedeu, ao permitir que essa vida surgisse em você.
ESTA nova vida está na sua porta, batendo, e dizendo: “Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo (Ap 3,20)”. Não é um momento de desespero; é um momento de aceitar as bênçãos da vida que Deus nos oferece e permitir-se viver essa transformação.
Para terminar, eu vou contar um segredo: a minha mãe — que Deus a tenha — teve uma vida muito difícil e, para piorar, se envolveu com alguém que não quis assumir a paternidade quando a gravidez chegou. Imagine se ela tivesse desistido de mim? Imagine se ela tivesse me abandonado, se ela não tivesse me amado? Você não leria este texto. Digo isto porque essa pessoa que está aí COM você e Em você já tem uma missão. E a primeira é a de crescer como seu filho.
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