Espiritualidade

Santa Teresa D’Ávila, a protetora dos docentes

Escrito por Redação A12

15 OUT 2022 - 07H00 (Atualizada em 16 OUT 2023 - 10H55)

Reprodução / Carmelitas

Muita gente não sabe, mas os professores têm uma padroeira ilustre: Santa Tereza D'Ávila ou Santa Tereza de Jesus, uma espanhola que queria ter o pensamento livre em uma época em que as mulheres não tinham voz, é a protetora dos docentes.

Dia 15 de outubro, é comemorado o dia dos professores e neste dia a Igreja celebra uma mulher santa, forte, determinada e também reconhecida como padroeira daqueles que exercem a missão de ensinar: Santa Teresa de Jesus, ou Teresa d’Ávila, como é mais conhecida.

Nasceu na Espanha, em Gotarrendura - Ávila, em 28 de março de 1515. Célebre ao dizer que “só Deus basta”, Santa Teresa viveu a santidade de modo especial, e soube ensinar seu caminho. Usou de certa pedagogia para explicar os mistérios que se passam entre Deus e nossas almas.

São suas, as comparações da alma humana com um castelo de cristal, muito formoso, cheio de salas, onde no centro habita o Rei. Até mesmo, comparou a alma com uma lagarta que se fecha no casulo, onde acontece uma bela transformação.

Leia MaisSanta Teresa de Jesus ou de Ávila: Doutora da IgrejaAssim, Teresa apontou o caminho do recolhimento e da oração para inúmeras gerações, e se tornou inspiração para muitos santos, entre eles Santo Afonso de Ligório, seu ilustre devoto e aprendiz.

Dela brotou uma verdadeira doutrina, de fácil compreensão para os simples e, ao mesmo tempo, surpreendente para os estudiosos. De fato, seu coração tornou-se uma escola de santidade e de amor a Deus.

Monja Carmelita, foi a reformadora de sua Ordem Religiosa. Não tinha medo de enfrentar as mudanças, mas mantinha-se constantemente alinhada com a vontade de Deus, tanto que chegou a ser chamada “a andarilha de Deus”, pois viajou, caminhou, lutou para fundar seus mosteiros.

Reprodução/ Wikipedia
Reprodução/ Wikipedia

Toda transformação é boa se vivida por amor a Deus, mesmo que não compreendamos num primeiro momento.

A abertura de seu coração foi tão imensa que passou a viver centrada no único bem capaz de sustentar-nos, afinal, só Deus basta.

De coração transverberado, ela viveu a experiência mística de modo ímpar; sinal do toque de Deus em sua alma: um tanto materna, um tanto irmã daqueles que abraçou.

Fatos curiosos marcaram sua vida, que não foi livre de sofrimentos. Enfrentou severas dores e doenças; foi dada por morta, ao ponto de abrirem sua sepultura.

Milagre de São José: recuperou-se! Não foi sem esforço que percebeu as misericórdias de Deus em sua vida. É a intimidade com o Verbo Encarnado, e disso vem seu famoso conselho: “Não desprezeis a humanidade de Cristo”.

Procurava trazer Cristo sempre diante de si, humano, revestido de nossa carne, com nosso coração. A Santa também passou por vários outros fenômenos místicos e visões, mas, segundo ela própria, não são esses fenômenos os mais importantes, em comparação ao amor de Deus.

Agora é tempo de Teresa: tempo de aprender com ela a viver o Evangelho com abertura de coração, tempo de manter Cristo vivo dentro de nós, a ponto de nos transformarmos, com determinação, Naquele que desejamos tanto encontrar no castelo de nossa alma.

 Ir. Ian Lucas Lopes de Castro, C.Ss.R.

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